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Mitos e verdades dos alimentos

Cinthya Leite
cleite@jc.com.br

Imagine um manual recheado de orientações que ajudam o ser humano a alcançar o bem-estar através de um cardápio bem equilibrado. Some a essas dicas detalhes sobre mitos que rondam o universo da alimentação. Esses são os traços mais fortes do livro A verdade sobre a comida (Intrínseca, 240 páginas, R$ 49,90), da cineasta Jill Fullerton-Smith.

Recém-lançada no Brasil, a publicação é inspirada na série de tevê The truth about food, produzida pela BBC Britânica e veiculada no Brasil pelo canal GNT (Net/Sky). “Encantei-me com as novas descobertas da biologia molecular, que estuda o funcionamento do organismo. Isso foi a força propulsora subjacente ao livro e à série que o precedeu”, escreve Jill, que continua: “Os conselhos não substituem orientações profissionais. Pessoas com quadros clínicos devem consultar um médico ou um nutricionista”.

De antemão, logo no primeiro capítulo, a cineasta mostra que a alimentação dos nossos ancestrais pode conter a chave para a descoberta de um cardápio mais saudável. A carne que eles comiam era magra, típica dos animais selvagens que caçavam, e cheia de energia e proteína. Também investiam em hortaliças, brotos suculentos e muitas frutas, sementes e nozes.

Além disso, Jill Fullerton-Smith mostra que o consumo de fibras também era constante nos primórdios. Sobre o consumo delas, a cineasta reforça que é necessário comer pelo menos 18 gramas de fibras diariamente. E para se abastecer de fibras, os alimentos mais indicados são espaguete, biscoito de trigo e pão (todos só valem se forem integrais), flocos de cereais, ervilhas, lentilhas, damasco seco e mingau de aveia. “A ingestão de uma alimentação rica em fibras mantém a regularidade intestinal”, frisa a autora.

A parte do livro dedicada à desintoxicação passa longe do jejum, o que favorece o desenvolvimento de náuseas. Uma versão menos radical sugere ingestão de pequenas porções de frutas e hortaliças frescas, iogurte natural e produtos orgânicos. Alimentos processados, comida semipronta, sal, açúcar, chá, café, carne vermelha, bebidas alcoólicas e refrigerantes devem sumir do período de desintoxicação.

SUPERBRÓCOLIS

Para falar sobre proteção contra o câncer, o livro menciona o brócolis, que oferece substância química capaz de ajudar o organismo a combater neoplasias. Além disso, o brócolis é mencionado como excelente fonte de fibras e vitamina C. Já os leitores que desejam encontrar dicas para adquirir e preservar um corpo esbelto, Jill dá uma lição extensa sobre metabolismo. Fala desde o básico “quanto mais calorias se consome, mais se engorda” até detalhes interessantes, como o fato de que homens e mulheres geralmente aumentam um quilo para cada sete mil quilocalorias que o corpo não usa.

Na luta contra a balança, a autora apresenta o cálcio – mineral tão presente nos leites e iogurtes, como um aliado. É recomendada a ingestão não só dos laticínios, e também de salmão, sardinha e feijão. Sem falar que as verduras também não podem faltar no prato. “No entanto, muitas delas contêm oxalato, um tipo de composto que se liga ao cálcio, tornando o mineral indisponível para o organismo. Entre as hortaliças com a substância, estão espinafre e acelga”, escreve Jill, que prefere sugerir a couve, que não dispõe de pouco oxalato, como ótima fonte de cálcio.

Ao folhear as páginas, o leitor também aprende como deve ser a alimentação na infância, que serve como suporte para as demais faixas etárias, e toma conhecimento do valor que tem o café da manhã – fundamental para dar energia para todo o dia e aumentar a capacidade de concentração, principalmente para as crianças. Interessante é que Jill Fullerton-Smith ainda reservou espaço para falar sobre cardápios afrodisíacos e dietas que aumentam a força muscular.


Sobre a cafeína, encontrada principalmente no café, um aviso muito bom: além de nos deixar mais alerta, pode ajudar a promover o desempenho físico. Para isso, o consumo deve ser moderado. Por sinal, nunca é demais reforçar que o desvio dos excessos é um princípio certíssimo.

*Fonte: Jornal do Commercio, domingo, 13 de julho de 2008, Revista JC.

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