Sequestro de menina no Maranhão: suspeito conheceu vítima pela internet aos 10 anos

Jovem foi resgatada após 8 dias de cárcere e suspeito foi preso em flagrante; vítima reencontrou o pai e recebeu atendimento especializado.
A Polícia Civil do Maranhão e do Rio de Janeiro prendeu Eduardo Noronha, de 25 anos, suspeito de sequestrar e manter em cárcere privado uma menina de 12 anos.
Segundo as investigações, Noronha conheceu a vítima, moradora da zona oeste do Rio de Janeiro, por meio de um aplicativo de compartilhamento de vídeos quando ela tinha apenas 10 anos.
Nas conversas encontradas pela polícia, o suspeito já falava sobre planos de morar com a criança.
A vítima foi resgatada na terça-feira (14), após ficar oito dias em cativeiro em uma quitinete na periferia de São Luís, Maranhão. Noronha foi preso em flagrante e negou ter estuprado a jovem, mas confessou ter beijado a menina “algumas vezes”.
Ele ainda pode responder por estupro de vulnerável, já que a legislação brasileira considera crime a prática de ato libidinoso com menor de 14 anos.
Na quinta-feira (16), a menina reencontrou o pai, Alessandro Santana, que foi buscá-la no Maranhão com a ajuda de uma agente da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
Após o resgate, a vítima ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar da Vila Luizão e recebeu atendimento psicológico e passou por exames na Casa da Mulher Brasileira, um centro de referência no atendimento a mulheres em situação de violência em São Luís.
As investigações apontam que no dia 6, Noronha encontrou a adolescente na porta da escola em Sepetiba, no Rio de Janeiro, e a levou de carro até São Luís, percorrendo 3.100 km em pelo menos dois dias de viagem.
A polícia ainda apura se a viagem foi feita por um aplicativo de transporte individual ou se foi combinada com o motorista por fora.
A vítima relatou à polícia que Noronha forneceu um documento falso para que pudessem cruzar o país sem problemas e deu um celular novo à adolescente, ficando com o aparelho da vítima, no qual instalou um aplicativo espião para monitorar suas atividades.
A menina conseguiu acesso à internet em uma loja em São Luís e enviou uma mensagem à irmã por uma rede social, o que possibilitou a localização e o resgate pelos policiais.