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Vinho tinto é nova promessa contra envelhecimento*

Nicholas Wade




O vinho tinto pode ser muito mais potente do que se imaginava no prolongamento da vida humana, disseram pesquisadores em um novo estudo que provavelmente dará ímpeto ao campo em rápido crescimento de drogas para longevidade.


O estudo se baseia em doses dadas a camundongos de resveratrol, um ingrediente de alguns vinhos tintos. Alguns cientistas já estão tomando resveratrol em forma de cápsula, mas outros acreditam que é cedo demais para tomar a droga, especialmente usando vinho como sua fonte, até que haja melhores dados sobre sua segurança e eficácia.Cientistas sérios há muito ridicularizavam a idéia de elixires capazes de prolongar a vida, mas agora foi aberta uma porta para drogas que exploram um mecanismo de sobrevivência biológica ancestral, o que transfere os recursos do corpo da fertilidade para a manutenção de tecidos. A manutenção melhorada dos tecidos parece prolongar a vida ao reduzir as doenças degenerativas do envelhecimento.


O reflexo pode ser estimulado por uma dieta semelhante à fome, conhecida como restrição calórica, que prolonga a vida dos roedores em laboratório em até 30%, mas é difícil demais para as pessoas manterem e, de qualquer modo, seu funcionamento não foi comprovado em seres humanos.


Pesquisa iniciada há cerca de 20 anos pelo dr. Leonard Guarente, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mostrou recentemente que a mudança induzida pela fome para a preservação de tecido pode ser provocada pela ativação das sirtuínas do corpo. Sinclair, um ex-estudante dele, então descobriu em 2003 que as sirtuínas podiam ser ativadas por vários compostos naturais, incluindo o resveratrol, previamente conhecido como apenas um ingrediente de certos vinhos tintos.

A descoberta de Sinclair levou a várias direções. Ele e outros testaram os efeitos do resveratrol em camundongos, a maioria com doses bem maiores do que as quantidades minúsculas encontradas no vinho tinto.Um dos resultados mais espetaculares foi obtido no ano passado pelo dr. Johan Auwerx, do Instituto de Genética e Biologia Molecular e Celular, em Illkirch, França. Ele mostrou que o resveratrol podia transformar camundongos sedentários em atletas campeões, fazendo-os correr duas vezes mais em uma esteira antes de desmaiarem.


A Sirtris, enquanto isso, vem testando o resveratrol e outras drogas que ativam as sirtuínas. Estas drogas são pequenas moléculas, mais estáveis que o resveratrol, e podem ser ministradas em doses menores.Em abril, a Sirtris informou que sua fórmula de resveratrol, chamada SRT501, reduziu os níveis de glicose em pacientes diabéticos.


A empresa planeja em breve iniciar testes clínicos de seu substituto do resveratrol. O valor da Sirtris para a GlaxoSmithKline presumivelmente envolve a possibilidade de suas drogas ativadoras das sirtuínas poderem ser usadas para o tratamento de uma série de doenças degenerativas, de câncer a mal de Alzheimer, se a teoria por trás delas estiver correta.


Em estudos anteriores, como o de Auwerx de camundongos correndo em esteiras, os animais foram alimentados com quantidades tão grandes de resveratrol que, para obter dosagens equivalentes, uma pessoa teria que beber mais de 100 garrafas de vinho por dia.


Os cientistas de Wisconsin usaram uma dose em camundongos equivalente a apenas 35 garrafas por dia. Mas o vinho tinto contém muitos outros compostos semelhantes ao resveratrol que também podem ser benéficos. Levando eles em consideração, assim como a taxa metabólica mais rápida dos camundongos, meras quatro taças de vinho “se aproximam” da quantidade de resveratrol que consideram eficaz, disse Weindruch.


O resveratrol também pode ser obtido na forma de cápsulas comercializadas por várias empresas. As produzidas por uma empresa, a Longevinex, incluem extratos de vinho tinto e de uma planta chinesa chamada Reynoutria sachalinensis. Os pesquisadores de Wisconsin concluíram que o resveratrol pode imitar muitos dos efeitos de uma dieta de restrição calórica “em doses que podem ser prontamente obtidas em seres humanos”.


Auwerx, que usou doses quase 100 vezes maiores em suas experiências em esteira, expressou reservas em relação aos novos resultados. “Eu seria realmente cauteloso, já que nunca vimos efeitos significativos com quantidades tão baixas”.


Outro pesquisador no campo da sirtuína, o dr. Matthew Kaeberlein, da Universidade de Washington, em Seattle, disse: “Não há como saber a partir destes dados, ou de trabalhos anteriores, se algo semelhante aconteceria em seres humanos em doses baixas ou altas”.
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