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Tintura de chanana aumenta a imunidade

A psicóloga Ana Cristina Marinho da Fonseca procurou um médico, em maio deste ano, para descobrir a causa das suas constantes dores de cabeça que se expandiam para pescoço e ombros. Após uma biopsia, realizada em julho, a psicóloga descobriu que era portadora de Gioblastoma Multiforme (GBM), uma espécie de câncer cerebral maligno. Desde então começou a sua luta contra a doença.


Com a radioterapia, os quatro ciclos de quimioterapia e o tratamento complementar indicado pelos médicos, a psicóloga começou a sentir alguns efeitos colaterais, como dificuldade de dormir, inchaços e dores nas pernas, diarreia, enjoos, instabilidade emocional, dificuldades motoras discretas (tremores e desequilíbrio) e baixa dos leucócitos e outras células relacionadas ao sangue.

Uma das formas para combater esses problemas sem ingerir mais medicamentos alopáticos foi o uso de fitoterápicos. Em agosto de 2008, ela procurou a coordenadora do Programa de Fitoterapia da UFMA, Terezinha Rêgo, que lhe indicou a tintura da chanana para fortalecer a defesa orgânica, aumentando as células do sangue responsáveis pela imunidade, os glóbulos brancos ou leucócitos.

Ao contrário das outras tinturas desenvolvidas pelo Herbário Ático Seabra, o interesse pelos princípios ativos da chanana não surgiu da cultura popular. A pesquisadora venezuelana Alba Menezes costumava fazer grandes pedidos da chanana (Tunera guynensis L) do Maranhão. Em 1982, Terezinha conta que solicitou que a pesquisadora lhe explicasse para que as plantas estavam sendo usadas ou suspenderia o envio destas. Deste modo, descobriu que Alba realizava pesquisa utilizando o chá da planta inteira em oito pacientes portadores de aids. “Percebemos que a planta tinha um flavonoide que causava mudanças nos elementos figurados do sangue e estimulava suas funções mesmo sendo combinado ao tratamento com o AZT”, explica.

Quando acabou o período da pesquisa, a venezuelana voltou para o seu país e interrompeu o trabalho, assim como a professora Terezinha. Até que, em 1990, dois estudantes portadores do HIV pediram que continuasse com as pesquisas. A partir daí, a professora iniciou pesquisas para desenvolver a tintura e, assim, eliminar o processo de fervura do chá, que ocasionava algumas perdas nas propriedades terapêuticas da planta.

“Desde o início da utilização da tintura de chanana, venho comprovando, por meio de hemogramas, sua eficiência no meu organismo”, declarou Ana Cristina. Segundo ela, os níveis de leucócitos em seu sangue vêm aumentando e se mantêm acima dos padrões normais, para a surpresa de seu médico. “Ele diz que esse fato é raro entre os pacientes portadores de câncer em tratamento químio e radioterápico e, praticamente, não se encontram dados similares na literatura médica mundial”, revela.

Terezinha Rêgo também acompanha o tratamento de 30 pacientes portadores de aids, para os quais os medicamentos são doados. Ela recomenda o uso de um vidro da tintura por mês, na medida de uma colher de chá em meio copo de água. Além disso, a tintura não apresenta efeitos colaterais, pois, segundo a professora, a dosagem utilizada no Herbário elimina eventuais prejuízos à saúde.

Terezinha lembra que a planta costuma nascer em todos os lugares, mas que para a produção da tintura é utilizada a chanana cultivada em uma horta, para evitar que ela pegue poluição.
De acordo com a farmacêutica, a tintura é indicada para qualquer pessoa que tenha debilidade orgânica. Este fitoterápico pode ser encontrado no Herbário Ático Seabra, nos campus do Bacanga da UFMA, onde a professora também atende à comunidade.

Pessoas de todo o Brasil podem adquirir a tintura de chanana pelo telefone (98) 3301 8525. São enviados pelos Correios frascos de 100 ml.
Fontes de pesquisa
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