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Substitutos do BPA em garrafas de plástico podem também prejudicar sistema reprodutor

O bisfenol A, ou BPA, é um composto químico encontrado nos recipientes de plástico para armazenar comida, nas garrafas de água e de refrigerantes e em latas de alimentos em conserva.

O problema é que, quando esses recipientes entram em contato com alimentos muito quentes ou quando são levados ao micro-ondas, o bisfenol A contamina o alimento e acaba sendo consumido junto com a comida.

Sabe-se que o consumo excessivo do BPA está relacionado a maiores riscos de doenças como câncer de mama e de próstata.

Mas parece que os malefícios causados pela substância não param por aí.   

Há vinte anos, Patricia Hunt, bióloga reprodutiva da Universidade Estadual de Washington em Pullman, revelou que o bisfenol A causava problemas reprodutivos em camundongos (e também em humanos).
 
Agora, Hunt e sua mesma equipe de cientistas estão de volta com um novo estudo que mostra que os compostos que substituíram o BPA (naquele época) para tornar os produtos livres dessa substância são igualmente prejudiciais.

A descoberta indica que os bisfenóis – em geral – são perigosos para a saúde humana.

"A saúde reprodutiva está em risco com relação aos bisfenóis", disse Linda Giudice, endocrinologista reprodutiva da Universidade da Califórnia, em San Francisco, que não participou da nova pesquisa.

"Isso é perturbador, mas não inesperado", acrescentou ela.

“As substituições são da mesma classe de compostos e têm os mesmos mecanismos de ação.”

Cientistas do laboratório de Hunt notaram anormalidades nos óvulos e espermatozoides de seus ratos de laboratório que pareciam surpreendentemente semelhantes àquelas encontradas em camundongos expostos ao BPA décadas atrás.

Embora a equipe tenha substituído os plásticos comuns em suas instalações de pesquisa por materiais livres de BPA, a “nova” substância química tornou-se um suspeito imediato.

Quando os pesquisadores analisaram a composição química do plástico danificado das gaiolas dos ratos, descobriram que o BPA e o BPS – um composto que substituiu o BPA em muitos itens domésticos após a pesquisa original – estavam presentes.

Esse fato chamou a atenção, pois o BPS não era um componente do plástico usado na instalação.

Eles perceberam então que o fato de lavar as gaiolas de roedores e outros equipamentos de plástico tinha provocado o surgimento de BPS e outro químico: difenil sulfona.

A partir dessa descoberta, Hunt e sua equipe decidiram testar diretamente os efeitos desses produtos químicos na saúde reprodutiva de camundongos em experimentos controlados.

Como o BPA, o BPS e outros produtos químicos vazaram do plástico danificado.

Primeiro, eles substituíram todos os materiais plásticos em suas instalações de pesquisa e compraram novos camundongos.

Então deixaram  ratos prenhes expostos ao BPS, difenil sulfona, BPA ou a um controle.

Camundongos fêmeas expostos a BPS ou BPA mostraram anormalidades cromossômicas em seus óvulos.

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Como o BPS é um substituto comum para o BPA, a intenção era avaliar os efeitos que os outros bisfenóis poderiam ter sobre a saúde reprodutiva em camundongos.

Assim, a equipe expôs ratos machos recém-nascidos à mesma dose de BPA, BPS, difenil sulfona ou dois outros bisfenóis de substituição, BPF e BPAF.

O que eles descobriram foram anomalias cromossômicas no esperma de todos os ratos.
 
Em camundongos expostos ao BPA e suas substituições, os espermatozoides tinham menos números de proteínas que permitem que os cromossomos completem a meiose, o processo de divisão celular que dá origem a óvulos geneticamente distintos e espermatozoides.

Os espermatozoides afetados “enfrentaram morte certa”, relatam os pesquisadores, e os efeitos persistiram por várias gerações.

A descoberta aumenta a evidência crescente em vermes, peixes, roedores e estudos in vitro humanos de que os bisfenóis de substituição causam os mesmos efeitos prejudiciais que o BPA.

"Essa é uma mensagem importante para todos nós", disse Patrick Allard, geneticista da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que não fazia parte da nova pesquisa.

A equipe de Hunt também descobriu que, sem a exposição aos bisfenóis, as anomalias reprodutivas desaparecem na quarta geração, ou nos bisnetos dos camundongos afetados.   

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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