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Sua panela contribui para sua saúde?

CONCLUSÃO

O melhor é ter panelas diferentes, sobretudo de vidro, para ferver água, fazer chá e café, pois não interfere no gosto da água; de pedra-sabão, para feijão, arroz, refogados, e de ferro, para usar uma ou duas vezes por semana. Eu só não uso a de alumínio, por sua alta capacidade de transferir esse metal perigosíssimo para a saúde.
Texto adaptado de UOL Notícias

Se você não sabe, existem componentes nas panelas que fazem mal à saúde e podem passar para os alimentos, sobretudo nas panelas de metal.


Esses componentes são liberados mais facilmente quando usamos esponja de aço para limpar as panelas. O atrito da esponja na panela aumenta as chances de materiais como alumínio passar para os alimentos. O ideal é deixar as panelas de molho ou usar água quente.

Panela esquecida no fogo é outro grande perigo. O alumínio e o teflon, por exemplo, evaporam e, se aspirados, vão direto para o pulmão.

CONHEÇA ALGUNS MATERIAIS



  • COBRE
A grande vantagem do cobre é ser um metal mais resistente à corrosão. Na culinária, conquista pela beleza e transmissão rápida de calor de forma homogênea. Mas ele se transfere para qualquer alimento, especialmente os mais ácidos. Pequenas quantidades desse metal podem produzir náuseas, vômitos e diarréia, enquanto a ingestão contínua de quantidades maiores de cobre pode causar dano renal, alterações osteoarticulares, dores nas juntas e até lesões cerebrais, demonstradas em tomografia computadorizada. Por isso, os utensílios culinários devem ter a superfície interna revestida com politetrafluoretileno (PTFE), titânio ou aço inoxidável.
  • ALUMÍNIO
As panelas de alumínio são as mais comuns e as mais baratas. Mas também são as que causam mais polêmica. O alumínio passa dos utensílios culinários para alimentos ácidos ou alcalinos. Há três décadas, pesquisadores levantaram a suspeita de que a ingestão do alumínio estaria relacionada com a incidência dos males de Alzheimer e de Parkinson.
Átomos de alumínio podem desencadear diferentes processos metabólicos associados a doenças do sistema esquelético, neurológico e hematológico.
Pesquisas mostram que a migração do alumínio é maior em panelas de pressão que em panelas normais ou em fôrmas de bolo. Na limpeza é indicado o uso de bucha macia em vez de esponja de aço, pois o polimento remove a camada de óxido de alumínio, que dificulta a passagem de alumínio para a comida.
  • INOX
O aço inoxidável, conhecido popularmente como inox, é composto por ferro, cromo e níquel. Demora a esquentar, mas também a esfriar. No Brasil não há dados que comprovem a transferência dos componentes do inox para a comida. O aconselhável é não escovar a panela com esponja de aço. No polimento forma-se uma camada protetora de óxido que ajuda a impedir que os metais passem para os alimentos.
  • FERRO
O uso regular da panela de ferro previne e trata a anemia. O uso da panela é indicado sobretudo para vegetarianos, mulheres em idade fértil e crianças.
  • VIDRO
As panelas de vidro são as únicas que não transferem qualquer resíduo para a comida. O material é obtido por um processo de congelamento de líquidos superaquecidos. O maior atrativo do vidro são a beleza e a transparência, que permite ver o processo de elaboração dos alimentos. A facilidade da limpeza é outro ponto positivo. Mas o preço e a fragilidade do material pesam na escolha.
  • CERÂMICA
As panelas de cerâmica, principalmente as de barro com superfície marrom brilhante, devem ter selo de qualidade que garanta que não são usados compostos à base de chumbo. É comum encontrar em países pouco desenvolvidos produtos cerâmicos elaborados com óxido de chumbo na vitrificação. O chumbo é facilmente dissolvido no alimento, especialmente os ácidos. Saladas, frutas ácidas ou fermentados em contato com esse material podem ficar contaminados com componentes pesados como chumbo, mercúrio e cádmio. A intoxicação por cádmio traz problemas respiratórios, bronquite e hipertensão. O organismo incorpora o chumbo, que é altamente tóxico. Nas crianças, os danos são a diminuição da capacidade mental, enquanto nos adultos o chumbo provoca anemia. O ideal são panelas de barro ou de cerâmica ofuscada.
  • TEFLON
A descoberta de um revestimento antiaderente em 1938 chegou às cozinhas americanas na década de 60 e provocou uma revolução no conceito de panela prática. Atualmente, as panelas mais modernas são denominadas teflon II por serem revestidas com primer (substância usada para ligar o teflon ao alumínio). O novo revestimento impede que o material passe para o alimento quando o teflon descasca. A maior preocupação com a panela é ecológica. Pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que o teflon se corrompe quando esquentado a temperaturas de 200 a 500 graus centígrados. A evaporação do teflon origina gases CFC, responsáveis pela destruição da camada de ozônio.
  • ESMALTADO
As panelas esmaltadas atraem pela beleza, mas podem fazer tão mal quanto as de cerâmica vitrificada, pois o esmalte usado pode conter elementos tóxicos, como chumbo, e os decalques na superfície interna podem conter cádmio. Deve-se ter cuidado também com utensílios pintados à mão, uma vez que algumas tintas contêm chumbo, que pode ser transferido para os alimentos. É desaconselhável o uso de utensílios antigos, fabricados antes de 1980, tanto esmaltados quanto de cerâmica.
  • PEDRA-SABÃO
A natureza antiaderente e a capacidade de reter calor por muito tempo são as características mais atrativas das panelas de pedra-sabão. A panela é comprada ”crua”, por isso a cor dela é clara. É um utensílio que libera quantidades expressivas de elementos nutricionalmente importantes, como cálcio, magnésio, ferro e manganês.

CONCLUSÃO

O melhor é ter panelas diferentes, sobretudo de vidro, para ferver água, fazer chá e café, pois não interfere no gosto da água; de pedra-sabão, para feijão, arroz, refogados, e de ferro, para usar uma ou duas vezes por semana. Eu só não uso a de alumínio, por sua alta capacidade de transferir esse metal perigosíssimo para a saúde.
Texto adaptado de UOL Notícias
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