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Segundo terapeuta, medicina ayurvédica desintoxica o organismo*

Por Giuliana Reginatto
São Paulo – Panchakarma, shirodhaara, swedana. Nomes complicadíssimos escondem tratamentos relativamente simples, à base de ervas, cereais e outras substâncias encontradas na natureza. Elas integram um sistema terapêutico popular na Índia há milênios: a medicina ayurvédica. Segundo a terapeuta Ma Prem Ila, presidente do Instituto Brasileiro de Terapias Ayurveda (Ibrata), a medicina ayurvédica atua na desintoxicação do organismo.




“A doença não começa só a partir da comida errada que você ingere, também é desencadeada por emoções erradas. Nós digerimos os alimentos e os sentimentos, tudo aquilo que vemos, ouvimos. Isso tudo se transforma em toxinas que serão acumuladas no órgão mais frágil de cada ser humano. Na ayurveda o terapeuta vai na raiz das doenças, eliminando as toxinas”, explica a especialista. “A principal técnica que usamos se chama panchakarma, que possui cinco ações terapêuticas.”


Ma Prem indica passar pelo panchakarma ao menos uma vez por ano. “Ele começa com o ‘basti’, que consiste na aplicação via retal de óleo e chá à base de ervas para eliminar gases e fezes. Logo depois vem o ‘virechana’, tratamento que promove a purgação por meio da ingestão de substâncias fitoterápicas laxativas que provocam evacuação frequente. A terceira etapa se baseia no vômito induzido, desencadeado por meio de infusões com ervas e óleos à base de ‘ghee’, a manteiga indiana.”


Também conhecida como manteiga clarificada, a substância ‘ghee’ participa de várias terapias na Índia. Ela passa por procedimentos de filtragem e aquecimento, ficando livre de resíduos lácteos. “Na quinta fase do ‘panchakarma’, a ‘nasya’, usamos substâncias à base de ghee. O objetivo é eliminar as toxinas dos ombros para cima com a aplicação de gotas oleosas e fitoterápicas nas narinas, consideradas as entradas da mente na Índia”, revela Ma Prem. A quarta etapa do tratamento, ‘raktamokshana’, é a mais polêmica, pois se baseia na retirada de 70 a 100 ml de sangue do organismo. “Na Índia, isso é feito com sanguessugas”, acrescenta.


Doshas

Os indianos acreditam que os cinco procedimentos do panchakarma podem promover o equilíbrio dos doshas – energias que regem as funções biológicas. “É o tratamento mais importante quando não há contraindicação. Não é recomendado para cardíacos, pessoas com úlcera, gastrite, hemorroidas. Também é necessário pesquisar muito sobre o local onde será feito o tratamento, já que a ayurveda ainda não tem registro no Brasil”, diz Ma Prem.


Além do ‘panchakarma’, a medicina ayurvédica conta com procedimentos menos radicais, como ‘swedana’, uma sauna terapêutica com vapores exalados de ervas. Também popular é a ‘shirodhaara’, que se caracteriza pelo fluxo contínuo de gotas de óleo medicinal morno sobre a pineal, entre as sobrancelhas. “No Brasil a terapia mais difundida é a massagem ayurvédica, a maioria das pessoas nem sabe que ela faz parte de um sistema de saúde”, diz o terapeuta Erick Schulz, diretor do Instituto de Cultura Hindu Naradeva Shala.




* Texto retirado de:
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