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Saúde óssea

A saúde óssea é de enorme importância para todas as pessoas, mulheres e homens.

O osso é um tecido metabolicamente ativo. Pelo menos três órgãos são importantes na modulação do metabolismo ósseo: o intestino (absorção de cálcio), o rim (retenção de cálcio) e o próprio osso (remodelagem óssea). Mecanismos homeostáticos, reguladores, que envolvem vitamina D, hormônio paratireoidiano e calcitonina, mantêm constante o nível de cálcio no sangue para provisão adequada de todos os tecidos.

Quando o cálcio sanguíneo cai abaixo de um nível crítico, o cálcio é mobilizado do reservatório ósseo pela ação da vitamina D e do hormônio paratireoidiano. Perda excessiva de cálcio do osso resulta em redução de massa e fragilização da microarquitetura óssea.

Osteoporose

Muitos fatores podem levar ao desenvolvimento de osteoporose, incluindo pico insuficiente de massa óssea alcançado durante a infância, perda óssea excessiva causada por depleção de estrógeno na menopausa, imobilização e insuficiência nutricional. A osteoporose pode até certo ponto ser prevenida, pode ser diagnosticada facilmente, e tratamentos efetivos estão disponíveis.

A nutrição tem um papel essencial na prevenção da osteoporose. A este respeito, vários períodos são críticos na vida de uma mulher:

Infância e puberdade – para atingir o pico de massa óssea, é necessária ingestão nutricional adequada de micronutrientes ósseos.

Gravidez e lactação – é necessária a ingestão nutricional adequada de micronutrientes ósseos.

Menopausa – o estrógeno tem papel crítico na saúde óssea. Na menopausa, as mulheres sofrem uma taxa acelerada de perda óssea. Na década seguinte, isso responde por perdas ósseas trabeculares de 20% a 30% e perdas ósseas corticais de 5% a 10%. A ausência de estrógeno aumenta o turnover ósseo: a taxa de reabsorção óssea ultrapassa a de formação, resultando em perda óssea.

Velhice – fragilidade óssea, talvez já osteoporótica: a recuperação após uma fratura requer micronutrientes e proteína.

Abordagem nutricional para formação e manutenção óssea

A abordagem nutricional para formação e manutenção da massa óssea obedece a dois aspectos: melhorar a ingestão dietética de micronutrientes requerida para a formação óssea e a manutenção dos estoques de minerais no reservatório ósseo; identificar os nutrientes que ajudam a manter um processo de remodelagem óssea saudável, mantendo o equilíbrio entre a formação e a absorção nas células ósseas.

Cálcio – Componente essencial da matriz inorgânica do osso, presente como cristais de hidroxiapatita; dá estrutura e força aos ossos. Presente no queijo, leite, amêndoa e folhas verde-escuras.

Fósforo – Componente essencial da matriz inorgânica do osso, presente como cristais de hidroxiapatita; dá estrutura e força aos ossos. Presente na soja, queijo, pistache, pão integral.

Magnésio – Estabiliza os cristais de hidroxiapatita na matriz óssea, contribuindo para a força e estrutura óssea, e tem papel regulador no turnover ósseo. Presente no feijão, amêndoa, amendoim, arroz integral, pão integral.

Zinco – Cofator essencial para várias enzimas, como a fosfatase alcalina, envolvidas na mineralização óssea e no desenvolvimento da estrutura colagenosa do osso. Presente em sementes de milho, queijo.

Vitamina D – Regulador essencial do cálcio no soro e no osso: aumenta a absorção intestinal de cálcio e sua retenção no rim e promove mineralização da matriz óssea; quando o cálcio da dieta é insuficiente, a vitamina D com o hormônio paratireoidiano mobiliza o cálcio ósseo. Presente na ação da luz solar sobre a pele e em nozes, cogumelos.

Vitamina C – Cofator essencial na hidroxilação de lisina e prolina durante a síntese de colágeno. Presente em frutas e vegetais.

Vitamina K – Necessária para a carboxilação das proteínas da matriz óssea durante a síntese. Presente em couve-de-bruxelas e brócolis.

Os minerais cálcio, fósforo, manganês e zinco e as vitaminas D, C e K são micronutrientes importantes como componentes ósseos ou reguladores do metabolismo ósseo.

Fonte: Medicina Natural (texto adaptado)

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