Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram

Repolho pode prevenir câncer de pulmão, diz estudo

O consumo de repolho e outras verduras da mesma “família” pode reduzir o risco de câncer de pulmão em 70% das pessoas, indica um estudo da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em francês), publicado no jornal científico Lancet.

Essas verduras, chamadas crucíferas, já haviam sido associadas à redução dos índices da doença, mas a razão não havia sido descoberta até essa pesquisa.

Os cientistas envolvidos no estudo concluíram que comer verduras crucíferas pelo menos uma vez por semana reduz o risco de câncer em pessoas com versões inativas de dois genes presentes em 70% das pessoas.

Os dois genes, o GSTM1 e o GSTT1, geralmente protegem o corpo de determinadas toxinas.

Protetores naturais
Verduras como repolho, brócolis e brotos de feijão são ricos em substâncias químicas chamadas isotiocianatos, tidos como protetores naturais contra o câncer de pulmão.

Geralmente os isotiocianatos são eliminados do organismo por enzimas “limpadoras” produzidas pelos dois genes.

Os pesquisadores da Iarc, localizada em Lyon, na França, examinaram 2.168 pessoas com câncer no pulmão e outras 2.168 saudáveis, vindas da Polônia, Eslováquia, República Checa, Romênia, Rússia e Hungria, onde essas verduras fazem parte da dieta básica.

Foram tiradas amostras de DNA e as suas dietas foram monitoradas. O efeito protetor do gene não foi observado nas pessoas com versões ativas dos dois genes.

Entre aqueles que tinham uma versão inativa do GSTM1, no entanto, o consumo semanal dos vegetais aumentou a proteção contra a doença em 33%. Cerca de metade das pessoas tem essa forma de gene.

Nos participantes com uma versão inativa do GSTT1, o aumento da proteção foi ainda maior – 37%. Apenas um quinto dessas pessoas tem esse gene.

Em indivíduos com versões inativas dos dois genes – situação que se aplica a 10% da população – o efeito protetor foi de 72%.

“Essas informações fornecem fortes provas de que existe um efeito protetor substancial de verduras crucíferas sobre o câncer de pulmão”, afirmou um dos cientistas envolvidos no estudo, Paul Brennan.

Outro pesquisador da equipe, Paulo Boffetta, ressaltou que todos os voluntários comiam as verduras e, portanto, não é possível saber, a partir do estudo, se a quantidade ingerida interfere no efeito protetor.

“A mensagem aqui é que o efeito ambiental depende da herança genética e vice-versa.”

Boffetta, entretanto, enfatizou que o efeito protetor das verduras não eliminaria os malefícios causados pelo cigarro, maior responsável pela incidência de câncer de pulmão.

“O risco de um fumante regular desenvolver câncer de pulmão é 20 vezes maior do que o de um não-fumante. Portanto, mesmo se o consumo desses vegetais cortar esse risco pela metade, fumantes ainda estariam sob um risco muito maior.”

Fonte: BBC Brasil

* Texto retirado de:http://www.portalfarmacia.com.br/farmacia/principal/conteudo.asp?id=964

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

DEIXE SEU COMENTÁRIO