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Psicologia das cores: como elas podem afetar sentimentos e comportamentos

As cores realmente podem interferir no nosso comportamento? Especialistas respondem.

Você já reparou que seu estado de humor pode variar dependendo da cor do local?

Por exemplo, o amarelo pode causar ansiedade; o azul relaxa; e o vermelho provoca vontade de comer. 

E não por acaso.

Artistas e designers de interiores há muito tempo acreditam que a cor pode afetar fortemente o humor, os sentimentos e as emoções. 

A cor é mesmo uma poderosa ferramenta de comunicação e pode ser usada para sinalizar ações, influenciar o humor e até reações fisiológicas. 

E, apesar da falta de pesquisas aprofundadas nessa área, o conceito de psicologia das cores se consolidou como tópico importante nas áreas de marketing, arte e design. 

Mas, ainda assim, alguns especialistas afirmam que sentimentos sobre a cor geralmente são apenas pessoais e estão enraizados na própria experiência ou cultura da pessoa. 

É o caso da cor branca, por exemplo.

Na maioria dos países ocidentais, o branco representa pureza e inocência.

Ao contrário do que acontece no oriente, onde ela é um símbolo de luto.

Mas vale dizer que existem alguns efeitos de cores que têm significado universal.

Cores quentes como vermelho, laranja e amarelo provocam emoções que variam de sentimentos de calor e conforto a raiva e hostilidade.

Azul, roxo e verde são cores frias, frequentemente descritas como calmas, mas também podem representar tristeza ou indiferença.

Hoje a cromoterapia, a terapia das cores, é usada como tratamento alternativo em vários países.

Mas a maioria dos psicólogos é contra a terapia das cores e ressalta que os supostos efeitos da cor são frequentemente exagerados. 

 Além disso, em muitos casos, os efeitos que alteram o humor da cor podem ser apenas temporários.

Uma sala azul pode inicialmente relaxar ou acalmar, mas o efeito passa após um curto período de tempo.

Mas veja que interessante:

Um estudo descobriu que as pílulas placebo de cores quentes foram relatadas como mais eficazes que as pílulas de cores frias.

Acredita-se também que a instalação de postes com luz de cor azul pode levar à redução da criminalidade ao seu redor.   

Já a cor vermelha faz as pessoas reagirem com maior velocidade e força, o que pode ser útil durante as atividades atléticas. 

No entanto, um estudo realizado com 71 estudantes de faculdades dos EUA descobriu que os alunos que receberam um número de participante colorido de vermelho antes de fazer um teste obtiveram pontuação 20% menor do que os que os usaram números verde e preto.

Mas e a cor dos produtos que você compra, será que pode dizer algo sobre sua personalidade? 

Segundo cromoterapeutas, as preferências de cores, das roupas que você veste ao carro que dirige, podem revelar traços da nossa personalidade ou representar como queremos que outras pessoas nos percebam. 

  • Branco: cor frequentemente usada para transmitir uma sensação de juventude, frescor e modernidade. 
  • Preto: esta é uma cor considerada “poderosa”, mais popular para veículos de luxo. As pessoas costumam descrever a cor como sexy, poderosa, misteriosa e até ameaçadora.
  • Prata: é a terceira cor mais popular para veículos e está ligada à inovação e modernidade. 
  • Vermelho: Cor arrojada e chama a atenção. Se você comprar um carro vermelho, por exemplo, pode significar que você deseja projetar uma imagem de poder, ação e confiança.
  • Azul: As pessoas geralmente descrevem o azul como a cor da estabilidade e segurança. 
  • Amarelo: de acordo com os especialistas, dirigir um veículo amarelo pode significar que você é uma pessoa feliz.
  • Cinza: se você escolheu o cinza, provavelmente você não quer se destacar e prefere algo um pouco mais discreto.

Mas há os do “contra”: Zena O’Connor, membro do corpo docente do Departamento de Arquitetura, Design e Planejamento da Universidade de Sydney, sugere que as pessoas devem desconfiar de muitas das alegações que veem sobre a psicologia da cor.

“Muitas dessas reivindicações carecem de fundamentação em termos de suporte empírico, exibem falhas fundamentais (como simplificação causal e validação subjetiva) e podem incluir factoides apresentados como fatos”, explica O’Connor. 

“Além disso, essas alegações geralmente se referem a pesquisas desatualizadas sem se referir às descobertas atuais”.

A conclusão, de acordo com os especialistas, é que, apesar de a cor influenciar a maneira como sentimos e agimos, esses efeitos estão sujeitos a fatores pessoais, culturais e situacionais. 

Podemos resumir tudo assim: são necessárias mais pesquisas científicas para entender melhor a psicologia das cores e validá-la de verdade.

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