Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram

Pressa para quê?

Algumas ideias que certamente fazem parte do repertório diário de boa parte da população são “Corra!”, “Apresse-se!”, “Não perca oportunidades!”, “Não deixe para depois!”, “A hora é agora!”, “Seja o primeiro a chegar!”, “Seja rápido”, “Não perca mais tempo”, “Mantenha-se conectado” e outras sugerindo que se deva estar ininterruptamente atento e vigilante, que no mundo de hoje não se pode viver devagar, que é necessário se atualizar sempre para não ser passado para trás, que o sucesso no mundo é dos espertos e atentos, que o dinheiro define o valor das pessoas, etc.
Uma filosofia que já está circulando em diversos países e que vai contra essa corrente do mundo moderno, o mundo da pressa, está impactando e mudando a vida de muita gente e diversas pessoas estão conseguindo resgatar o essencial da sua vida, tornando-se mais felizes, plenas, solidárias. Essa iniciativa mundial é um movimento denominado “DEVAGAR”.
Trata-se do slow movement (movimento “DEVAGAR”).
Um dos precursores desse movimento é Jean Carl Honoré, jornalista e escritor, que escreveu o livro “Devagar – como um movimento mundial” e está desafiando a cultura da velocidade, estimulando as pessoas a repensarem os valores que sustentam suas vidas, o que podem cortar na sua rotina e o que dá perfeitamente para viver sem e melhor. Esse livro se tornou best-seller em diversos países.
Para os que quiserem tentar praticar a filosofia “DEVAGAR”, Carl Honoré enumera uma série de atitudes necessárias para o bem viver a vida, como:
  
1. A primeira coisa é fazer menos. Olhe para seu calendário e corte as coisas que não são essenciais, que não são vitais – isso pode significar ver menos TV, reduzir as atividades extracurriculares das crianças, dizer não a alguns convites sociais, trabalhar menos, permitir-se “jogar conversa fora” com as pessoas, achar tempo livre só para bater papo e dar risadas, trocar abraços com as pessoas que representam afetivamente para si, soltar gostosas gargalhadas, aceitar alegremente “ficar sem fazer nada”, etc. É básico aceitar profundamente que não podemos fazer nem saber tudo e que precisamos fazer escolhas.
2. Encontre momentos para desligar a tecnologia. Celulares e laptops são maravilhosas ferramentas, mas todos nós precisamos de tempo desligados deles. Nós precisamos de momentos de silêncio para recarregar, refletir, acessar nosso mundo interno, que é onde estão as poderosas chaves do bem-estar, da plenitude. Até as grandes companhias de tecnologia entendem isso.
3. Inclua no seu dia uma atividade que o force a desacelerar, andar devagar. Pode ser qualquer coisa, como praticar ioga, jardinagem, ler um livro, fazer uma caminhada com o telefone desligado, entrar na banheira sem nenhuma pressa para sair, caminhar pelas ruas da sua cidade sem destino, sem nenhuma obrigação e sem nenhum objetivo.
4. Finalmente, priorize sempre a qualidade antes da quantidade. Fazer menos (ou deixar coisas de lado) é um preço pequeno a pagar por ter tempo para fazer bem as coisas importantes, desfrutá-las mais e realmente saborear a vida mais inteiro.
Observação
A Hewlett Packard fez um relatório advertindo que interrupões eletrônicas constantes (e-mail, fax) no trabalho faz com que os níveis de QI caiam dez pontos – o mesmo que fumar maconha. Um gerente sênior da IBM lançou um movimento de “e-mail devagar”. Ele recomenda que chequemos menos para sermos mais felizes e criativos. A Orange, uma grande companhia telefônica do Reino Unido, está com uma campanha baseada na ideia de que coisas boas acontecem (você se une às crianças, se apaixona, etc.) quando seu telefone está desligado.
Fonte: Terra Saúde (texto adaptado)
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

VEJA TAMBÉM

DEIXE SEU COMENTÁRIO

PUBLICIDADE