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Pesquisa: a quantidade errada de sono pode prejudicar seu cérebro

O que é melhor para a saúde: dormir muito ou dormir pouco?

O maior estudo do sono do mundo, realizado em 2017, descobriu que as pessoas que dormem em média entre 7 e 8 horas por noite apresentam melhor desempenho cognitivo do que aquelas que dormem menos ou mais do que essa quantidade.

Neurocientistas do Instituto Cérebro e Mente da Western University avaliaram on-line mais de 40.000 pessoas de todo o mundo.

Elas participaram da investigação científica, que inclui um questionário detalhado e uma série de atividades de desempenho cognitivo.

“Nós realmente queríamos capturar os hábitos de sono de pessoas em todo o mundo. Obviamente, houve muitos estudos menores sobre o sono de pessoas em laboratórios, mas queríamos descobrir como é o sono no mundo real”, diz Adrian Owen, da Western University, pesquisador em Neurociência Cognitiva e Imagem.

Segundo ele, o questionário da pesquisa foi bastante extenso e os participantes revelaram quais medicamentos usavam, quantos anos tinham, onde estavam no mundo e que tipo de educação receberam.

Aproximadamente metade de todos os participantes relataram dormir menos de 6,3 horas por noite, cerca de uma hora a menos do que a quantidade recomendada pelo estudo.

Uma revelação surpreendente foi que a maioria dos que dormiram quatro horas ou menos se comportaram como se fossem quase nove anos mais velhos.

Outra descoberta surpreendente foi que o sono afetou igualmente todos os adultos.

A quantidade de sono associada ao comportamento cognitivo altamente funcional foi a mesma para todos (7 a 8 horas), independentemente da idade.

Além disso, a deficiência associada a muito pouco ou muito sono não dependia da idade dos participantes.

“Descobrimos que a quantidade ideal de sono para manter o cérebro com o melhor desempenho é de 7 a 8 horas todas as noites, e isso corresponde ao que os médicos dirão que você precisa para manter seu corpo em forma também. Nós percebemos ainda que as pessoas que dormiam mais do que essa quantidade eram igualmente prejudicadas, assim como as que dormiam muito pouco”, diz Conor Wild, pesquisador do Owen Lab Research e principal autor do estudo.

O raciocínio e as habilidades verbais dos participantes foram duas das ações mais fortemente afetadas pelo sono, enquanto o desempenho da memória de curto prazo foi relativamente pouco afetado.

Isso é diferente das descobertas na maioria dos estudos científicos sobre a privação completa do sono e sugere que não dormir o suficiente por um período prolongado afeta seu cérebro de forma diferente do que ficar acordado a noite toda.

Uma curiosidade é que uma única noite de sono anormal já é suficiente para afetar a capacidade de uma pessoa pensar.

As descobertas do estudo foram publicadas na revista Sleep.

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