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Palmeira contra o inchaço da próstata*

Substância extraída da planta saw palmetto ajuda a tratar o crescimento anormal da glândula



Bia Scorzafave

O fruto do saw palmetto, uma palmeira de quase três metros de altura nativa da região da Flórida, nos Estados Unidos, está sendo aplicada no tratamento da chamada hiperplasia prostática benigna (HPB), um problema que acomete mais da metade dos homens com mais de 50 anos e se caracteriza pelo aumento anormal da próstata (a doença é tão freqüente nessa faixa etária que supera os casos de estresse e de hipertensão).



Em países europeus como a Alemanha, a França e a Itália, cápsulas de saw palmetto são utilizadas há pelo menos dez anos por pacientes acometidos por esse mal. E há pesquisas sugerindo que o produto é mesmo eficaz. Uma delas foi publicada na revista médica inglesa “Lancet” em 1998.
“Resultados como estes ajudam a quebrar a resistência que alguns médicos ainda têm quando se trata de utilizar uma planta em tratamentos”, comenta a bioquímica Rozângela Curi Pedrosa, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisadora procura uma planta similar ao saw palmetto aqui no Brasil.
Fitoterapia x medicamentos tradicionais



Em geral, o paciente que opta por esse medicamento fitoterápico (à base de plantas) toma diariamente cerca de dois comprimidos de saw palmetto com cerca de 160 mg da substância em cada um. A duração do tratamento varia, mas os primeiros resultados passam a ser percebidos a partir do terceiro mês.
Alguns especialistas preferem outras estratégias de combate ao mal. Há remédios como os alfabloqueadores que auxiliam no relaxamento da musculatura pélvica a fim de melhorar o escoamento da urina. “Costumo utilizar os alfabloqueadores como primeira opção porque são mais eficazes e agem mais rápido. Os fitoterápicos reservo para os pacientes mais idosos ou aqueles que podem vir a ter problemas com os efeitos colaterais desses remédios, como queda de pressão arterial”, explica o urologista Cristiano Mendes Gomes, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
É justamente nesse ponto que os defensores do saw palmetto reforçam sua tese. De acordo com eles, o produto não apresenta contra-indicações. “A planta age de maneira menos agressiva. Em vez de dar um remédio que é o próprio hormônio sintetizado, damos uma substância que interfere diretamente na produção desse hormônio”, explica Denise Polato, farmacêutica e diretora da Associação Mineira de Farmacêuticos Homeopatas.

O envelhecimento masculino provoca alterações em sua produção hormonal. Um dos vilões da próstata é a deidrotestosterona, uma substância gerada a partir da testosterona (hormônio masculino) que, em excesso, promove o inchaço da glândula. Estudos mostram que os princípios ativos do saw palmetto inibem a ação de uma enzima que transforma a testosterona em deidrotestostera. Assim, a próstata pára de crescer, barrando os sintomas da doença, entre eles dificuldade em urinar, diminuição do jato de urina e aumento da quantidade de vezes que o homem vai ao banheiro. Tudo isso acontece porque o inchaço provoca a pressão do canal da uretra e impede o fluxo normal da urina.



Uso freqüente na Europa



Em países europeus como a Alemanha, a França e a Itália, cápsulas de saw palmetto são utilizadas há pelo menos dez anos por pacientes acometidos por esse mal. E há pesquisas sugerindo que o produto é mesmo eficaz. Uma delas foi publicada na revista médica inglesa “Lancet” em 1998.
“Resultados como estes ajudam a quebrar a resistência que alguns médicos ainda têm quando se trata de utilizar uma planta em tratamentos”, comenta a bioquímica Rozângela Curi Pedrosa, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisadora procura uma planta similar ao saw palmetto aqui no Brasil.
Fitoterapia x medicamentos tradicionais



Em geral, o paciente que opta por esse medicamento fitoterápico (à base de plantas) toma diariamente cerca de dois comprimidos de saw palmetto com cerca de 160 mg da substância em cada um. A duração do tratamento varia, mas os primeiros resultados passam a ser percebidos a partir do terceiro mês.
Alguns especialistas preferem outras estratégias de combate ao mal. Há remédios como os alfabloqueadores que auxiliam no relaxamento da musculatura pélvica a fim de melhorar o escoamento da urina. “Costumo utilizar os alfabloqueadores como primeira opção porque são mais eficazes e agem mais rápido. Os fitoterápicos reservo para os pacientes mais idosos ou aqueles que podem vir a ter problemas com os efeitos colaterais desses remédios, como queda de pressão arterial”, explica o urologista Cristiano Mendes Gomes, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
É justamente nesse ponto que os defensores do saw palmetto reforçam sua tese. De acordo com eles, o produto não apresenta contra-indicações. “A planta age de maneira menos agressiva. Em vez de dar um remédio que é o próprio hormônio sintetizado, damos uma substância que interfere diretamente na produção desse hormônio”, explica Denise Polato, farmacêutica e diretora da Associação Mineira de Farmacêuticos Homeopatas.

O envelhecimento masculino provoca alterações em sua produção hormonal. Um dos vilões da próstata é a deidrotestosterona, uma substância gerada a partir da testosterona (hormônio masculino) que, em excesso, promove o inchaço da glândula. Estudos mostram que os princípios ativos do saw palmetto inibem a ação de uma enzima que transforma a testosterona em deidrotestostera. Assim, a próstata pára de crescer, barrando os sintomas da doença, entre eles dificuldade em urinar, diminuição do jato de urina e aumento da quantidade de vezes que o homem vai ao banheiro. Tudo isso acontece porque o inchaço provoca a pressão do canal da uretra e impede o fluxo normal da urina.



Uso freqüente na Europa



Em países europeus como a Alemanha, a França e a Itália, cápsulas de saw palmetto são utilizadas há pelo menos dez anos por pacientes acometidos por esse mal. E há pesquisas sugerindo que o produto é mesmo eficaz. Uma delas foi publicada na revista médica inglesa “Lancet” em 1998.
“Resultados como estes ajudam a quebrar a resistência que alguns médicos ainda têm quando se trata de utilizar uma planta em tratamentos”, comenta a bioquímica Rozângela Curi Pedrosa, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisadora procura uma planta similar ao saw palmetto aqui no Brasil.
Fitoterapia x medicamentos tradicionais



Em geral, o paciente que opta por esse medicamento fitoterápico (à base de plantas) toma diariamente cerca de dois comprimidos de saw palmetto com cerca de 160 mg da substância em cada um. A duração do tratamento varia, mas os primeiros resultados passam a ser percebidos a partir do terceiro mês.
Alguns especialistas preferem outras estratégias de combate ao mal. Há remédios como os alfabloqueadores que auxiliam no relaxamento da musculatura pélvica a fim de melhorar o escoamento da urina. “Costumo utilizar os alfabloqueadores como primeira opção porque são mais eficazes e agem mais rápido. Os fitoterápicos reservo para os pacientes mais idosos ou aqueles que podem vir a ter problemas com os efeitos colaterais desses remédios, como queda de pressão arterial”, explica o urologista Cristiano Mendes Gomes, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
É justamente nesse ponto que os defensores do saw palmetto reforçam sua tese. De acordo com eles, o produto não apresenta contra-indicações. “A planta age de maneira menos agressiva. Em vez de dar um remédio que é o próprio hormônio sintetizado, damos uma substância que interfere diretamente na produção desse hormônio”, explica Denise Polato, farmacêutica e diretora da Associação Mineira de Farmacêuticos Homeopatas.

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