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Oito sinais de alerta para não deixar seu coração entrar em pane

Silenciosa e discretamente, o coração realiza seu trabalho dentro do nosso peito. E não é pequeno o esforço que ele faz ao longo da vida. Se medirmos a quantidade de sangue que o coração impulsiona pelas artérias, veremos que, em apenas um minuto, ele terá bombeado aproximadamente de cinco a seis litros. Isso equivale a todo o sangue que temos circulando nas artérias e veias. A cada minuto, todo o sangue do corpo passa pelo coração. Significa dizer que, em apenas um dia, ele terá feito esse trajeto 1.400 vezes. Por isso, devemos ajudá-lo nessa tarefa, não aumentando a carga desnecessariamente.

Se você quer dar vida longa ao seu coração, comece a pensar seriamente nele, antes que os sintomas o levem ao médico. Aliás, já podemos estar com problemas no coração bem antes de sentir qualquer dificuldade.

Se você for jovem e quer manter sadio o seu coração; se você estiver na meia-idade e começar a ver alguns amigos da mesma faixa etária indo para o hospital ou se já estiver passando por algum tratamento para problemas cardíacos, coloque na sua agenda os itens a seguir. Eles podem mudar a história do seu coração.

Obesidade – Uma pessoa que, aos 20 anos de idade, pesa 60 quilos e, aos 55, mais de 100 quilos, o que atualmente não é nenhuma raridade, terá dobrado de tamanho, mas não terá dois corações. O mesmo coração da juventude, agora, já mais cansado, terá que dar conta de tarefa dobrada para manter em ordem a economia do organismo. E, a menos que o aliviemos rapidamente dessa carga, entrará, em breve, se é que ainda não entrou, em insuficiência cardíaca. Mas não é necessáriao perder imediatamente os 40 kg excedentes. Estudos demonstram que uma diminuição de 10% do peso total já alivia significativamente os problemas decorrentes do peso. Cientistas que estudam as estruturas genéticas verificam que nos mamíferos, em geral, se produz um aumento das atividades dos genes responsáveis pela longevidade caso eles reduzam em 30% a quantidade de alimentos que habitualmente consomem. A mensagem dos problemas do peso, em geral, é dirigida a quem já está com sobrepeso ou declaradamente obeso. Nesse caso, vale mais prevenir do que remediar. Não é muto fácil manter o peso normal quando a pessoa tem tendência à obesidade, mas reduzi-lo, uma vez adquirido, é uma tarefa desafiadora. De qualquer forma, não há outra opção: obesidade e coração sadio definitivamente não cobinam.

Diabetes – Outro inimigo do coração é o diabetes. Esse filho natural da obesidade vem aumentando a incidência nos últimos anos à proporção que aumentamos de peso. Nas mulheres, especialmente, o diabetes pode quadruplicar as chances de sofrer do coração. Cerca de 80% dos portadores de diabetes são ou foram obesos. A gordura impede a ação normal da insulina. Nesse caso, o pâncreas se vê forçado a aumentar a quantidade de insulina, que, ao longo dos anos, levará a uma exaustão das células pancreáticas. Assim, o tratamento do diabetes deve também passar por uma redução de peso. Os valores glicêmicos considerados normais estão abaixo de 100 mg% medidos em jejum. Um dos problemas do paciente diabético é apresentar elevados níveis de açúcar no sangue em jejum, ou seja, acima de 125 mg%. Embora seja o açúcar que aumenta no sangue, estudos começam a demonstrar que o principal responsável pelo surgimento do diabetes tipo 2 ou do adulto é a grande quantidade de gordura na dieta. Desse modo, tratamentos feitos com redução de gordura para 10% das calorias na alimentação e uso de carboidratos complexos ou integrais juntamente com exercícios podem diminuir significativamente os níveis de açúcar em menos de oito semanas.

Hipertensão arterial (pressão elevada) – Quem tem hipertensão arterial (pressão alta), ou seja, mais de 120 x 80, terá um risco três vezes maior de ter problemas de ataques cardíacos, comparado com os que têm pressão normal. São vários os fatores que provocam o aumento da pressão arterial. Um dos mais frequentes é o excesso do consumo de sal. Nos Estados Unidos, onde um em cada três adultos tem pressão alta, as pessoa comem dez vezes mais sal do que o necessário. O aumento do peso é também outro fator de pressão elevada. O trabalho que o coração deve fazer em quem tem muitos quilos a mais necessariamente eleva a pressão arterial. Isso é necessário para fazer o sangue circular em todo o organismo, da mesma forma que também é necessária mais pressão para vencer artérias parcialmente obstruídas por placas de gordura. O hábito de ingerir bebida alcoólica é outro fator que eleva a pressão sanguínea. Se reduzirmos a quantidade de alimentos que têm muito sal e comermos mais frutas e verduras, que, por sua vez, apresentam quantidades significativas de potássio, poderemos diminuir a dependência de medicamentos para pressão elevada.

Níveis altos de colesterol – O colesterol é uma substância absolutamente necessária para o funcionamento do corpo. Valores atualmente considerados ideais andam na faixa de 150 mg% de colesterol no sangue. Para ter valores assim reduzidos, basta a produção interna, a partir do nosso fígado. Boa parte do colesterol que medimos no sangue não foi produzida pelo nosso fígado, mas pelo fígado dos animais que comemos. Além disso, esse colesterol pode vir danificado pelos processos de cozimento a que é submetido, tornando-se lesivo às paredes dos vasos sanguíneos. O consumo de muita gordura saturada, ainda que de origem vegetal (certos tipos de margarina), aumenta a produção de colesterol pelo fígado. Assim, é importante reduzir a ingestão de alimentos que contenham colesterol pronto, como carnes, manteiga, queijo, leite integral, bem como gorduras saturadas de origem vegetal.

Fumo – Um terço dos ataques cardíacos são creditados diretamente ao cigarro. Não é para menos, pois de sua composição fazem parte cerca de 4.500 substâncias tóxicas. Boa parte delas circula pelo corpo e lesa diretamente as artérias. Além disso, essas mesmas artérias sofrem estreitamento devido à presença da nicotina. O monóxido de carbono, por sua vez, impede a concentração normal de oxigênio no sangue que passa pelos pulmões. Por tudo isso, não se poderia conceber um produto mais lesivo para o coração e o corpo humano do que o cigarro, uma vez que seus efeitos não são percebidos senão depois de muitos anos. Eliminar o cigarro significa aumentar o fluxo de sangue nas artérias e a quantidade disponível de oxigênio nos músculos, principalmente no coração. A diminuição do número de batimentos do coração aumenta a vida útil desse órgão, devido à redução da pressão sanguínea e ao alívio de sobrecarga.

Sedentarismo – Pessoas que praticam atividades físicas regulares têm circulação sanguínea mais fácil, com diminuição da resistência ao fluxo de sangue. Com isso, o trabalho do coração é facilitado e a pressão se mantém em níveis mais baixos. Exercitar-se regularmente não só diminui os níveis de colesterol total, como pode aumentar as taxas de colesterol HDL, ou seja, o bom colesterol. A atividade física ajuda a manter o peso em níveis menores, outro fator importante para prevenir doenças cardiovasculares. Apesar das vantagens comprovadas de se fazer exercício físico, o sedentarismo ganha terreno em nossos dias. Os benefícios do exercício não são superados por nenhuma medicação. Movimentar-se também reduz o estresse, outro fator lesivo ao coração. Reserve cerca de 30 minutos diariamente para se exercitar e acrescente anos de saúde ao seu coração.

Estresse – O coração pode fazer frente a problemas de estresse por curtos períodos, sem maiores consequências. O que o prejudica é o estado de tensão crônica, sem alívio. E isso é mais nítido em pessoas que têm propensão, por outros motivos, para adquirir doenças cardíacas. Pode haver ataques do coração sem necessariamente haver estreitamento das artérias por depósito de gorduras. O único fator, nesse caso, pode ser a sobrecarga devido ao estresse. Muitas informações, muito ruído, muitas decisões para tomar e falta de repouso afetam quase todos nós. É necessário reconhecer essas situações para administrá-las corretamente.

Idade, sexo e genética – Sobre esses três fatores não temos controle. À medida que envelhecemos, aumentam as chances de termos doenças cardíacas, caso não estejamos cuidando adequadamente da saúde. Isso também é verdadeiro em relação ao sexo. Nas estatísticas atuais, o sexo feminino parece levar vantagem em relação ao masculino. Mas se o homem mantiver um estilo de vida saudável, estará, igualmente, tão protegido de doenças cardíacas quanto a mulher. Os fatores genéticos têm importância limitada quanto às doenças do coração. A maioria dos ataques cardíacos é forjada pelas nossas próprias atitudes.

Fonte: Medicina Natural (texto adaptado)

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