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O fim do desodorante? Cientista descobre como acabar de vez com mau cheiro nas axilas

Acabar mau cheiro nas axilas

Pesquisador belga descobriu um tratamento que acaba definitivamente com o mau odor nas axilas.

O doutor Christopher Callewaert, microbiologista belga de 32 anos, tem uma missão: desenvolver um desodorante probiótico para acabar de vez com os odores das axilas. 

É que a bromidrose humana, ou odor corporal, especificamente os odores associados às axilas, é o campo de estudo do doutor Callewaert, e a chave para seu trabalho é o conceito do microbioma.

Segundo o microbiologista, existem dois tipos de bactérias nativas da axila humana: o tipo “bom”, conhecido como epiderme dos estafilococos, que não causa muito odor, e o tipo “ruim”, a Corynebacterium, que transforma lipídios e aminoácidos em suor, cheio de odores desagradáveis. 

Por isso a necessidade de usar desodorantes ou antitranspirantes, produzidos à base de alumínio que, temporariamente, se liga aos nossos dutos de suor.

‘’Eu nunca tive nenhum odor nas axilas antes, até que passei a noite com uma garota. Depois disso, minhas axilas começaram a cheirar muito mau’’, explica ele.

Diante da surpresa em relação ao que tinha acontecido em seu próprio corpo, Callewaert chegou à conclusão de que um transplante de microbioma tinha acontecido com ele.

E imediatamente pensou:

‘’Se é possível que isso aconteça para o mau, também deve ser possível que aconteça o contrário, eliminando odores’’.

Depois de realizar um extenso trabalho usando modelos de simulação in vitro, o comitê de ética da Universidade de Ghent aprovou sua ideia de realizar transplantes de microbioma em axilas humanas.

O ponto de partida da pesquisa dele foi a hipótese de que a raiz do problema do mau cheiro nas axilas são bactérias. 

Colocando sua pesquisa em prática, o doutor Christopher Callewaert realizou um bem-sucedido transplante de microbioma em gêmeos idênticos.   

O gêmeo que tinha cheiro agradável nas axilas ficou sem tomar banho por quatro dias.

Callewaert então pediu que ele lavasse embaixo dos braços com produtos antibacterianos.

Em seguida, recolheu o suor dele e aplicou nas axilas do irmão que tinha odores fortes, usando cotonetes.

Depois de poucos segundos, as axilas malcheirosas deste irmão eram tão cheirosas quanto às do outro irmão, e eles já não podiam ser mais diferenciados pelo cheiro. 

A hereditariedade, problemas de saúde, uso de antibióticos , puberdade e até menopausa podem provocar odores ruins nas axilas.

A bromidrose humana também pode ser resultado do uso excessivo de antiperspirantes ou desodorantes, ou da transferência de bactérias por meio de roupas sujas.

“O uso de antiperspirantes especificamente, contendo sais de alumínio e, em menor escala, desodorantes em geral, dá origem a uma maior diversidade bacteriana nas axilas”, diz Callewaert.

É preciso dizer que as axilas são uma parte importante do corpo, que abrigam as glândulas sudoríparas apócrinas e os gânglios linfáticos.

O trabalho do doutor Christopher Callewaert foi publicado em 2013 na Revista da Public Library of Science, PLOS One.

Mas ele adverte que os transplantes de microbioma nas axilas podem incluir riscos: bactérias patogênicas potenciais podem ser transferidas, causando infecções indesejadas.

A intenção, segundo o especialista, não é eliminar o uso dos desodorantes.

Mas, sim, melhorar sua formulação.   

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