quarta-feira, 20 outubro 2021
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O campo magnético da Terra está perdendo a força – e isso pode ser o fim do mundo que conhecemos

Alguma coisa muito grave está acontecendo no campo magnético do nosso planeta.

Para quem não sabe, é ele quem nos protege contra radiações e sustenta os sistemas tecnológicos de que tanto dependemos.

Se, de repente, o campo magnético perdesse a força que tem, certamente toda a nossa tecnologia moderna seria destruída.

Os cientistas estão preocupados, pois há um risco de um fenômeno que ocorreu há 780.000 anos se repetir: a inversão dos polos magnéticos da Terra.

Por mais louco que isso pareça, isso acontece em longos períodos de tempo.

Quando isso acontece, não é rápido, com a inversão de polaridade ocorrendo lentamente ao longo de milhares de anos.

Ninguém sabe ao certo se outra inversão é iminente, e uma das razões para isso é a falta de dados concretos.

Há um ponto em particular que preocupa muito: a “Anomalia do Atlântico Sul”, que se estende do Chile até o Zimbábue, onde o campo está mais fraco.

No momento, é perigoso para os satélites que passam por essa área porque estão expostos a altos níveis de radiação.

Para você ter ideia, acredita-se que a Anomalia do Atlântico Sul tenha destruído um poderoso satélite de observação do Japão.

A Nasa informou que os laptops do Ônibus Espacial queimaram ao passar pela área.

Os cientistas acham que a Anomalia do Atlântico Sul pode ser o ponto inicial para a inversão dos polos magnéticos.

Mas o que será que está causando essa perturbação no campo magnético?

Os cientistas descobriram que a anomalia magnética do Atlântico Sul não é um fenômeno novo na história.

Anomalias semelhantes ocorreram nos anos 400-450 dC, 700-750 dC e 1225-1550 dC – e o fato de haver um padrão nos diz que a posição da Anomalia do Atlântico Sul não é uma casualidade geográfica.

“Estamos obtendo evidências mais fortes de que há algo incomum sob África, que pode estar tendo um impacto importante no campo magnético global”, diz o doutor John Tarduno, geofísico da Universidade de Rochester.

O atual enfraquecimento no campo magnético da Terra – que tem ocorrido nos últimos 160 anos – é provavelmente causado por um vasto reservatório de rocha densa chamado de Província Africana de Velocidade de Grande Estímulo, que tem cerca de 2.900 quilômetros (1.800 milhas). ) abaixo do continente africano.

Resumindo: se a anomalia continuar crescendo, a mancha no núcleo externo da África pode ser o gatilho para uma inversão completa do polo.

Ou seja, o polo norte magnético irá eventualmente trocar de lugar com o polo sul.

O resultado é apocalíptico, e quem investigou mais a fundo sobre isso foi a jornalista canadense  Alanna Mitchell, numa entrevista com um dos cientistas envolvidos no assunto.

Aproveitando as informações que conseguiu extrair, ela escreveu a obra The Spinning Magnet: The Electromagnetic Force That Created the Modern World (O ímã giratório: A Força Eletromagnética que criou o mundo moderno e pode destruí-lo).  

No livro, Alanna diz que a radiação solar e galáctica que está lá fora é cheia de compostos incrivelmente perigosos.

O problema é que essa radiação pode se aproximar cada vez mais da superfície da Terra.

Quando isso ocorrer, ela vai destruir grande parte da rede elétrica e da eletrônica em que sustenta o nosso planeta atualmente.

Mesmo que não haja essa inversão, se o campo magnético da Terra continuar enfraquecendo, ele ainda poderá ter efeitos negativos na sociedade.

Nossa tecnologia moderna será menos protegida da radiação do espaço e das tempestades solares.

Além disso, estaremos menos protegidos da radiação UV prejudicial que vem do sol.

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