Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no linkedin

Mistura arriscada

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

Uma simples ida à farmácia para comprar remédios que prometem acabar com aquela “dorzinha” chata pode provocar uma séria intoxicação e até levar à morte

Por Aguinaldo Pettinati

Aconteceu recentemente com o ator australiano Heath Ledger, de 28 anos. Após abusar de medicamentos prescritos, o cowboy loiro do filme O segredo de Brokeback mountain (2005) faleceu por intoxicação aguda provocada pelo efeito combinado de oxicodona, hidrocodona, diazepam, temazepam, alprazolam e doxilamina – uma mistura fatal de analgésicos, tranquilizantes e antialérgico.

Ledger tomou de uma só vez os analgésicos oxicodona (comercializada sob o nome OxyContin) e hidrocodona (o Vicodin), que, consumidos em excesso, baixam o ritmo cardíaco e a respiração e podem levar à morte. Ingeriu, ainda, os tranquilizantes diazepam (conhecido comercialmente como Valium), temazepam (o Restoril) e alprazolam (o Xanax), junto com o antialérgico doxilamina, que teria efeitos sedativos.

Automedicação ou autoprescrição?

Assim como o ator, qualquer pessoa que toma remédios regularmente está sujeita a fazer uma má combinação entre os princípios ativos das drogas, situação que pode causar intoxicação ou até mesmo levar à morte. Os efeitos secundários e perigosos gerados pela superdosagem de medicamentos começam com a automedicação e se agravam com a autoprescrição.

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Abifarma), cerca de 80 milhões de pessoas no país são adeptas da automedicação. A escolha de medicamentos, em 51% dos casos, é baseada na recomendação de pessoas leigas e, em 40%, na influência de prescrições anteriores. Por essa razão, é preciso entender as diferenças entre a automedicação e a autoprescrição. Na automedicação, a pessoa já sabe de qual doença sofre, conhece os sintomas e consome o remédio que já usou antes e vem dando resultado. “Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a automedicação responsável é uma prática desejável e diminui a sobrecarga do sistema público de saúde”, diz o médico Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo. Já na autoprescrição, a pessoa usa remédios indicados por leigos, sem conhecer a doença. “Até 70% da população brasileira pratica a autoprescrição em algum momento da vida. A regra é simples: evite ao máximo qualquer medicamento e sempre procure um médico”, frisa Wong.

Fonte: Revista Viva Saúde (texto adaptado)

DEIXE SEU COMENTÁRIO