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Médicos fazem cirurgia bem-sucedida na coluna de bebê ainda no útero da mãe

A gravidez estava no sexto mês e os médicos decidiram operar o bebê ainda no útero da mãe.

Você já ouviu falar em espinha bífida?

Esse é um tipo de defeito congênito em que a medula espinhal de um bebê em formação não se desenvolve adequadamente.

Quando as vértebras de um feto não se formam corretamente ao redor da medula espinhal, elas começam a se desenvolver fora do corpo.

Pois esse foi o diagnóstico do pequeno Royer, filho de Lexi Royer, do Texas, Estados Unidos.

Quando Lexi descobriu que seu filho (ainda na barriga) tinha espinha bífida, ela imediatamente aceitou passar uma cirurgia experimental para corrigir o problema dele.   

E parece milagre, mas três meses depois, após um parto natural, Baby Royer chutou as pernas.

Uma forma menos comum de espinha bífida é chamada de meningocele, em que o líquido espinhal vaza e pressiona a pele, criando uma protuberância nas costas.

Esta protuberância não contém medula espinhal ou nervos, e geralmente não há outros sintomas negativos.

Um caso raro e grave é chamado mielomeningocele.

Nesse caso, pode haver uma protuberância nas costas ou, em algumas situações, a pele é rompida e os nervos expostos para fora do corpo.

A causa desse defeito é desconhecida, mas especialistas suspeitam de genes e do ambiente do feto.

Por exemplo, é mais comum uma mulher ter um bebê com esse problema se tiver tido outro filho anteriormente com a espinha bífida ou se for obesa.

Os sintomas da doença variam de criança para criança.

Mas os principais são: pouco ou perda total de sentimento em seus membros e incapacidade de mover aquelas partes do corpo; problemas na bexiga e/ ou intestinos, como constipação e incontinência urinária; acúmulo de fluido no cérebro, causando convulsões; problemas de visão e deficiências de aprendizado; uma curva na espinha, conhecida como escoliose; dor na coluna e dificuldades respiratórias.

É preciso dizer que crianças com espinha bífida grave são tratadas com fisioterapias, terapias ocupacionais e, muitas vezes, cirurgias.

Além disso, elas podem precisar de uma cinta ou cadeira de rodas para ajudar na mobilidade.

Outras questões podem surgir à medida que a criança cresce e outros tratamentos e cirurgias, então, serão necessários. 

Mas o caso do pequeno Roger foi um pouco diferente.

Os médicos operaram o bebê quando ele ainda estava na barriga da mãe.

Foi assim: os cirurgiões fizeram pequenas incisões no útero da mãe (quando ela estava com seis meses de gravidez) e consertaram a lacuna na espinha do feto através de um monitor de câmera.

O líquido amniótico, no útero, pode corroer o tecido nervoso que se projeta da espinha.

Por isso, fechar este espaço antes do nascimento é crucial para diminuir os efeitos da espinha bífida.  

A cirurgia foi um sucesso e Royer nasceu dois dias antes da data prevista.

Seus pais e médicos assistiram com alegria enquanto ele movia as pernas e pés. 

E, depois do nascimento, a coluna dele mal dava sinais de problemas.

“Eu nunca vi um defeito tão grande sendo reparado com sucesso, com a criança mexendo os pés no nascimento”, declarou o doutor Larry Hollier, cirurgião-chefe do Texas Children’s Hospital. 

A expectativa é que ele consiga andar normalmente no futuro.

É importante dizer que, apesar de os cirurgiões de Royer terem usado uma nova técnica, não é a primeira vez que os médicos realizaram cirurgia in-utero para espinha bífida.

Em 2014, médicos britânicos realizaram a primeira cirurgia em um feto com espinha bífida com resultados bem-sucedidos.

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