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Médico diagnosticava pacientes com câncer, mas eles não tinham a doença

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Câncer é uma doença tão devastadora que muita gente até hoje se nega a pronunciar esta palavra.

O tratamento mais comum é muito agressivo e só quem sofreu ou conhece alguém próximo que tenha enfrentado a quimioterapia sabe do que estamos falando.

Neste momento, tudo o que queremos é confiar a saúde na mão de uma boa equipe médica.

Infelizmente, há pessoas muito cruéis em todo canto e em todas as profissões, como é o caso do doutor Farid Fata.

Nesta matéria, contaremos como vários pacientes foram enganados por uma mentira surreal dita pelo oncologista de Michigan, nos Estados Unidos.

O doutor Farid Fata, se é que ele merece o título “doutor”, operou em diversas clínicas caríssimas durante anos.

No entanto, em 2013, foi acusado e preso por dar falsos diagnósticos de câncer aos pacientes.

Entende o absurdo?

Ele receitava medicamentos, se responsabilizava pelos tratamentos, sem a pessoa sequer precisar disso.

A procuradora norte-americana Bárbara McQuede disse à imprensa que o médico não se importava com a saúde dos pacientes e que tudo o que ele esperava era maximizar o lucro no fim de cada mês.

A maioria de nós sabe o quanto a quimioterapia é tóxica.

Ela não só mata o tecido canceroso como também as células saudáveis.

Ou seja, várias pessoas foram envenenadas sem necessidade alguma.

Em 2015, ele se declarou culpado de 13 acusações de fraude financeira e de saúde, sendo obrigado, pelo juiz da Paul Borman a pagar mais de 17 milhões de dólares de multa.

O crime não para por aqui.

O médico também admitiu prescrever e administrar tratamentos agressivos desnecessários de câncer, como quimioterapia e terapias de infusão, a 553 pacientes, a fim de aumentar o faturamento, que totalizava cerca de 34 milhões de dólares para a Medicare e empresas de seguro privadas.

O criminoso se diz envergonhado e sem saber como expressar a profunda tristeza que sente por violar o juramento de Hipócrates e a confiança dos pacientes.

Ele também se mostrou consciente de que as pessoas o procuraram em busca de compaixão e zelo num momento tão delicado de suas vidas.  

O dr. Farid Fata chorou no tribunal, mas os procuradores federais concluíram que os pacientes não eram pessoas nas mãos desse “médico” e sim fontes de lucro.

No dia da sentença, muitas das vítimas foram vestidas de amarelo, simbolizando o último dia em que ele veria a luz do sol.

Muitos dos pacientes morreram, outros, graças a Deus, estão aqui para contar a história.

Chris Sneary foi uma das vítimas, diagnosticado com câncer testicular de 2010 a 2013.

Ele relata que deu total confiança ao “médico”, que se aproveitou disso e do medo que o paciente tinha de morrer para dar mais um golpe.

Outro paciente, Donald Crabtree, que teve câncer, falou no tribunal que seus tumores aumentaram e acredita que isso tenha sido resultado de uma manipulação.

O dr. Farid Fata foi condenado a 45 anos de prisão.