quinta-feira, 20 janeiro 2022
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Luz LED pode causar danos oculares irreversíveis, de acordo com autoridade francesa de saúde

A relação luz LED e cegueira: agência francesa confirma o alto risco.

A luz azul é bastante comum.

Ela é caracterizada tecnicamente por um intervalo do espectro de luz visível.

Vamos imaginar, por exemplo, que a luz branca é dividida em várias partes.

A luz azul, nesse caso, seria uma dessas partes da luz.

Na prática, a luz azul natural está presente na luz solar e é bastante benéfica para a saúde: melhora a disposição, o estado de alerta e o humor.

Já a luz azul artificial é encontrada nos conhecidos aparelhos eletrônicos como tablets, computadores, celulares, televisores e lâmpadas LED, e pode ser muito prejudicial à saúde.

Outra curiosidade é o fato de o aumento da utilização das lâmpadas LED impulsionar significativamente a exposição das pessoas à luz azul artificial.

Isso acontece porque muitos LEDs brancos são produzidos pelo emparelhamento de um LED azul com um fósforo de energia mais baixa, criando assim a luz de estado sólido (LES).

O que muitos nem imaginam é que essa tecnologia (de luz azul) tem sido considerada a “iluminação do futuro”.

Ela utiliza pouquíssimos recursos energéticos em comparação às outras tecnologias de lâmpadas e não possui mercúrio.  

Mas essa alta exposição à luz azul artificial, por meio do LED (que possui chumbo e arsênio), pode ser muito perigosa.

Um dos problemas causados por ela é o desequilíbrio do ritmo circadiano, que influencia na regulação dos horários do sono.

O motivo pode ser a presença de células sensíveis à luz azul na retina, que interrompem a produção de melatonina (hormônio que promove o sono), explicam os cientistas.

Um experimento que avaliou os efeitos da exposição à escuridão, à luz amarela e à luz azul durante a noite, descobriu que a luz azul das lâmpadas LED inibe a sonolência, enquanto a luz amarela não apresenta efeitos significativos sobre o sono; e a escuridão promove a sensação de sonolência.

De acordo com o estudo, a exposição à luz azul por tempo prolongado tem diminuído a média de horas de sono da população nas últimas duas décadas. 

Uma pesquisa que mediu o efeito de iPads mostrou que, após uma hora de uso do aparelho, não houve mudança notável na melatonina.

Mas, depois de duas horas de exposição à luz do iPad, os níveis do hormônio do sono diminuíram drasticamente.

A saúde ocular também sofre os efeitos da exposição à luz azul.

Em alguns estudos com animais, a luz azul proveniente de fontes de luz LED causou danos nas células fotorreceptoras da retina. 

Mas é preciso dizer que a intensidade desses efeitos nocivos à saúde é de três a quatro vezes maior durante a noite do que durante o dia.

Alguns estudos também sugerem que a exposição crônica à luz azul pode aumentar o risco de desenvolvimento de degeneração macular e de outras patologias relacionadas à idade.

Pesquisas mostram também que a luz azul também pode levar à disfunção nas mitocôndrias. Elas estão presentes em grande concentração nas células ganglionares da retina.

Na Europa, a Agência Francesa para a Segurança e Saúde Alimentar, Ambiental e Ocupacional (Anses) publicou um relatório de 400 páginas sobre o perigo das luzes LED para os nossos olhos.

 O relatório também recomenda limitar ao máximo a exposição a LEDs que têm alta concentração de luz azul e, claro, evitar telas de aparelhos eletrônicos antes de dormir.

O relatório afirma que as luzes LED podem levar sim à degeneração macular, que causa cegueira.

O uso de óculos amarelos ou com filtro de luz azul tem sido recomendado para evitar a exposição à luz azul durante a noite, além de lâmpadas incandescentes; filtros de luz azul para aparelhos eletrônicos; luz do fogo e redução na utilização de dispositivos eletrônicos ao escurecer.

Use um bom software nos seus dispositivos para ajudar a reduzir a exposição à luz azul. 

Um muito bom é o f.lux.

Esse software filtra a luz azul e é projetado para ajustar as condições de iluminação em seus dispositivos (notebook, computadores, tablets, smartphones) de acordo com o seu ritmo circadiano.

O programa f.lux é gratuito.

O consumo de alimentos ricos em luteína e zeaxantina, como o agrião e o kiwi, também pode ajudar a aumentar a proteção contra os efeitos danosos da luz azul.

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