Livros de Agatha Christie são revisitados em busca de “linguagem ofensiva”

Foto: Hulton Archive/Getty Images

Editora HarperCollins promove mudanças nos clássicos da “Rainha do Crime” para adequá-los aos novos tempos.

E aí, galera! Vocês sabem que a gente adora falar sobre literatura, e hoje temos uma novidade quentinha envolvendo a nossa querida Agatha Christie, a “Rainha do Crime”.

Seus romances clássicos estão passando por uma revisão para eliminar referências racistas e linguagem ofensiva, segundo o jornal britânico The Telegraph.

A editora responsável, HarperCollins, decidiu editar algumas passagens e remover outras completamente nas novas edições digitais dos famosos mistérios de Hercule Poirot e Miss Marple.

As alterações abrangem livros publicados entre 1920 e 1976, ano da morte de Christie.

Para vocês terem uma ideia, até o monólogo interior do narrador sofreu mudanças!

Em “O Misterioso Caso de Styles”, por exemplo, a descrição de Poirot sobre outro personagem como “um judeu, é claro” foi retirada da nova versão. E mais: na coleção de contos “Os Casos Finais de Miss Marple e Duas Outras Histórias”, a palavra “nativo” foi substituída por “local”.

Ainda segundo o The Telegraph, um trecho que descrevia um servo como “negro” e “sorridente” foi revisado, e agora o personagem é apenas mencionado como “o que acena”, sem referência à raça. E em “Morte no Nilo”, as alusões ao “povo núbio” desapareceram.

Essas mudanças não são novidade no mundo literário, já que no mês passado os clássicos infantis de Roald Dahl passaram por um tratamento parecido.

Essa revisão dividiu opiniões entre os fãs de obras como “A Fantástica Fábrica de Chocolate” e “James e o Pêssego Gigante”, com alguns acreditando que reescrever a literatura clássica é uma forma de censura.

A editora Puffin, responsável pelos livros de Dahl, resolveu lançar duas versões – uma corrigida e uma clássica – para que os leitores possam escolher como querem vivenciar as histórias.

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