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Incidência de candidíase aumenta entre pacientes com câncer, diz pesquisa

Antes de passar por um transplante de medula óssea, o paciente é induzido a receber altas doses de medicamento. Por mais curioso que possa parecer, o procedimento tem o propósito de debilitar o organismo da pessoa internada, justamente para que não ocorra rejeição durante o enxerto. Se por um lado o método parece ser o mais adequado e eficaz, por outro o paciente torna-se extremamente vulnerável às infecções conhecidas como candidíase, causada por espécies de Candida. Trata-se de um fungo microscópico que se apresenta em forma de levedura. As leveduras patogênicas mais nocivas ao homem – que provocam doenças – são a Candida albicans, C. glabrata, C. krusei e a C. parapsilosis.

Pesquisas desenvolvidas pela estudante de medicina Mariane da Silva revelam que as infecções oportunistas causadas por espécies de Candida têm aumentado de maneira considerável nos últimos 15 anos, tornando-se um problema cada vez maior a pacientes com câncer, especialmente entre os receptores de transplantes de medula óssea (TMO).

“Normalmente são infecções provocadas por bactérias e vírus do próprio ambiente hospitalar”, explica Mariane, cujo trabalho de pesquisa foi desenvolvido com cepas isoladas de pacientes que receberam transplante de medula óssea. E os resultados de sua investigação constam da dissertação de mestrado “Estudo da prevalência e avaliação da suscetibilidade a partir de antifúngicos de espécies de candida isoladas a partir de espécimes clínicos de pacientes portadores de malignidades hematológicas”, apresentada recentemente à Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, sob a orientação da professora Angélica Zaninelli.

A tese mostra que de uns tempos para cá os malefícios provocados pela cândida têm aumentado de maneira considerável em pacientes com câncer. “Essa incidência dá-se em virtude de intensas sessões de quimioterapia, uso de cateter, antibióticos de amplo espectro e, entre outros fatores, longos períodos de hospitalização”.

Uma das conclusões a que Mariane chegou é que foi possível observar algumas variações na incidência de Candida albicans, como colonizante, com acentuado decréscimo nos anos de 1999 e 2000. Até 1960, os relatos de infecção fúngica limitavam-se a casos esporádicos. No Brasil, nos últimos quatro anos, observou-se um aumento de 3% para 19% na frequência de infecções fúngicas em pacientes com câncer. “Esse aumento tem sido largamente atribuído à neutropenia – sistema imune debilitado do paciente provocado pelo baixo número de leucócitos neutrófilos no sangue, que representa a linha de defesa primária contra uma série relativamente grande de patógenos”, explica a pesquisadora.

Fonte de pesquisa:http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2002/unihoje_ju181pag3b.html

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