Governo brasileiro investiga caso atípico de ‘mal da vaca louca’

Caso atípico de “mal da vaca louca” pode gerar embargo às exportações de carne bovina para a China.
O Ministério da Agricultura do Brasil está investigando um caso atípico de “mal da vaca louca” em um animal no estado do Pará.
Laudos realizados no Brasil deram positivo para a doença, e agora o governo aguarda o resultado da contraprova enviada ao Canadá.
Se confirmado, o Brasil terá que suspender as exportações de carne bovina para a China, de acordo com o protocolo sanitário assinado entre os dois países em 2015.
O embargo é temporário e de duração indeterminada, o que preocupa as indústrias de carne bovina, como JBS, Marfrig e Minerva.
A última vez que um caso foi confirmado no Brasil foi em 2021, quando as exportações foram suspensas por três meses, com o preço médio de exportação da carne bovina caindo 20% no período. Em 2019, um outro caso atípico foi confirmado, mas o embargo durou apenas 13 dias.
A diferença entre a duração dos embargos nos casos de 2019 e 2021 está relacionada à mudança de postura do ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à China. Agora, com a iminente visita do presidente Lula a Pequim, as expectativas são de que o embargo seja breve.
Do ponto de vista sanitário, casos atípicos de BSE não representam risco à saúde pública. No entanto, o acordo sanitário firmado com a China em 2015 obriga o Brasil a fazer o auto-embargo em casos de confirmação da doença.
As exportações de carne bovina para a China são essenciais para a indústria brasileira, representando 57% do total de embarques em 2021. A suspensão das exportações pode causar prejuízos significativos para a cadeia produtiva da carne bovina no Brasil.