Share on facebook
Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram

As glândulas suprarrenais e o estresse

http://www1.uol.com.br/vyaestelar/estresse_supra_renais.htm

As glândulas suprarrenais ficam sobre os rins e produzem hormônios que ajudam a regular as quantidades de açúcar, sal e água no organismo. Também são responsáveis pela constituição e distribuição dos pelos no corpo. A medula das supra-renais produz hormônios que aumentam o fluxo de sangue para que os músculos, coração e pulmões possam lidar com a excitação ou as ameaças físicas mentais, como o estresse.



Tudo o que agride, sobrecarrega ou perturba uma pessoa pode causar estresse, como exposição ao calor, ao frio e a ventos; barulho; dor; viagens longas e cansativas; poluição ambiental; trânsito caótico; enfermidades; ambientes hostis; intervenção cirúrgica; choque traumático; supressão dos hábitos saudáveis de vida; morte de familiares e amigos, desentendimentos; discussões; e até mesmo toxinas produzidas no interior do organismo por microrganismos, tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, etc.



Quando intenso e prolongado, o estresse sobrecarrega diversos órgãos e sistemas: nervoso, imunológico (predisposição a infecções), vasos sanguíneos, coração, glândulas supra-renais… E podem ocorrer inúmeras disfunções: abatimento físico e mental, insônia, dores de cabeça, depressão, distonia neurovegetativa (desarmonia entre os sistemas simpático e parassimpático – os sintomas muito se assemelham ao estresse), perda de micronutrientes, emagrecimento, queda de cabelo, aumento da produção de radicais livres (compromete a integridade das células e predispõe ao desenvolvimento de doenças degenerativas, como vários tipos de câncer e doenças cardiovasculares), diminuição da oxigenação nos tecidos, acidificação do sangue, intoxicação crônica, mau equilíbrio energético, etc.


Em geral, as glândulas adrenais (suprarrenais) tornam-se “exauridas” em conseqüência das constantes exigências que o organismo sofre quando se encontra sobrecarregado e estressado. A exaustão adrenal pode fazer com que uma pessoa se sinta “estressada”, cansada, desvitalizada e fique propensa a alergias; enquanto a excessiva atividade adrenal predispõe à ansiedade, à hipertensão arterial, à depressão, à elevação da quantidade do açúcar ou glicose no sangue (hiperglicemia) e ao aumento da quantidade de colesterol (hipercolesterolemia).
A fadiga adrenal é um distúrbio (doença) que geralmente se manifesta após períodos prolongados de estresse físico ou mental ou pela insistência da pessoa em trabalhar até a exaustão, sem intervalos para descanso, lazer e relaxamento. O hábito de dormir tarde também pode contribuir para sobrecarregar e exaurir as glândulas adrenais. Alguns sintomas e sinais são alergias, fraqueza muscular, fadiga crônica, prisão de ventre, diarréia, queda da pressão arterial ao se levantar, etc.
O tratamento inclui repouso, dormir cedo, relaxamento, lazer, atividade física moderada e balanceada, modificação dos hábitos alimentares e o uso, sob orientação terapêutica, de um complexo polivitamínico, polimineral e de aminoácidos.
A atrofia ou a contração do córtex adrenal é um efeito adverso muito comum ao estresse contínuo. A saúde de uma pessoa também muito depende do bom funcionamento de suas glândulas adrenais.
Também podem ocorrer períodos de grande ansiedade, agitação, variação do estado de humor e exuberância energética seguidos de abatimento, prostração, desânimo e depressão. Nos casos brandos, ocorrem ansiedade, variação de humor, irritabilidade, distúrbios da memória, inapetência, etc. Com o agravamento da síndrome, surgem instabilidade emocional, distúrbios afetivos, auto-estima baixa, síndrome de pânico, aumento de peso, distensão abdominal, flatulência, inchaços, impotência sexual, ejaculação precoce, desinteresse ou exaltação sexual anormal, gastrites, úlceras pépticas, azia, prisão de ventre, dores de cabeça, elevação ou rebaixamento da pressão arterial, alopecia (queda temporária, parcial ou geral, dos pêlos ou cabelos) e dermatose (doença de pele).
Enfermidades relacionadas ao estresse psicológico
Angina, artrite reumatóide, asma, câncer, cefaléia, colite, depressão, dermatites, diabete (tipo II), doenças auto-imunes e cardiovasculares, enxaqueca, gastrite, hipertensão, imunossupressão, síndrome do intestino irritável, tensão pré-menstrual, úlceras, etc.
Benefícios fisiológicos da prática de relaxamento e meditação
Recomenda-se a prática regular de relaxamento, meditação e ioga no combate ao estresse.
A frequência cardíaca diminui (o coração bate mais lenta e efetivamente), assim como a pressão sanguínea (o que beneficia quem sofre de hipertensão arterial); o fluxo sanguíneo é desviado para os órgãos internos, principalmente para os que estão envolvidos na digestão; menor frequência respiratória devido a uma necessidade menor de oxigênio durante os períodos de repouso e meditação; diminuição da transpiração (o que beneficia quem sofre de perspiração nervosa); aumento da produção de secreções digestivas (o que muito melhora a digestão); os níveis de açúcar no sangue são preservados dentro do padrão fisiológico normal.
Benefícios fisiológicos da atividade física moderada e regular
Deve-se evitar sobrecargas de atividade física e/ou esportiva, pois, quando em excesso, pode se tornar um grande estressante físico.
Maior condicionamento físico; melhor desempenho cardiovascular devido a uma menor freqüência cardíaca, contrações cardíacas mais efetivas, pressão sanguínea reduzida e menores níveis de colesterol no sangue; secreções reduzidas de adrenalina e noradrenalina; melhora da capacidade respiratória e da utilização do oxigênio e de micronutrientes em todos os tecidos do corpo; melhora do estado de humor, da vitalidade, da auto-estima e da autonomia; coluna vertebral e articulações mais fortalecidas, flexíveis e lubrificadas; musculatura fortalecida elástica e relaxada.
Terapêutica naturopática e ortomolecular
O uso de remédios botânicos e de suplementos nutricionais deve sempre ser feito sob orientação e acompanhamento terapêutico.
Remédios botânicos
  • Panax ginseng (Ginseng-coreano) – Ajuda a combater os efeitos maléficos do estresse sobre o organismo. Apresenta propriedades de ampliar a função das glândulas adrenais, proteger o organismo contra a fadiga física e mental e de proporcionar resistência orgânica contra o estresse.
  • Tinospora cordifolia (conhecido pela medicina indiana ayurveda como “amrit” ou “guduchi”) – Combate os efeitos nocivos do estresse; melhora a imunidade; combate doenças infecciosas, resfriados, gota e sífilis. Apresenta propriedades desintoxicantes, anticancerígenas e rejuvenescedoras.
  • Withania somnifera (cereja-do-inverno, conhecida pela ayurveda como “ashwagandha” e, mais recentemente, como “ginseng indiano”) – Tônico; adaptogênio; antioxidante; anticancerígeno; reduz os efeitos colaterais da rádio e quimioterapia contra o câncer; rejuvenescedor e estimulante sexual; apresenta também propriedades calmantes; beneficia o sistema nervoso, a memória, a concentração e o tecido muscular.
Suplementos nutricionais
  • Chorela regularis (clorela) – Alga microscópica de água doce, do tamanho aproximado de uma célula vermelha do sangue, é considerada uma das mais antigas formas de vida do planeta. Apresenta propriedades desintoxicantes e remineralizantes. É muito rica em elementos primários como vitaminas, microminerais, aminoácidos, proteínas, enzimas; uma das mais ricas fontes de betacaroteno; indicada no combate ao envelhecimento precoce, estresse e como estimulante da imunidade.
  • Complexo de vitaminas, microminerais, enzimas e aminoácidos.
  • Aspartato de potássio – Indicado no combate da fadiga crônica e na preparação de atletas.
  • Vitamina C – Indicada na fadiga crônica e na preparação de atletas, pelo seu efeito antioxidante.
  • Vitamina E – Auxilia o organismo a responder às situações de estresse, protegendo os tecidos da oxidação dos radicais livres.
  • Vitamina B1 ou tiamina – Antioxidante, indicada no combate da fadiga crônica, estresse, insuficiência cardíaca e depressão.
  • Vitamina B5 ou ácido pantotênico – Indicada na preparação de atletas, no combate da fadiga crônica, do estresse, da queda de cabelos, de alergias e da enxaqueca; estimula a síntese de cortisol nas supra-renais.
  • Vitamina B6 ou piridoxina – Indicada nas alterações do humor, fadiga, estresse, preparação de atletas, depressão, enxaqueca, imunodeficiências, infecções virais e deficiência de aprendizado.
  • Zinco – Segundo oligoelemento mais abundante no homem, aumenta a força, a resistência muscular e equilibra as funções cerebrais.
  • Aspartato de magnésio – Essencial à síntese de ATP, melhora a performance física e a função de diversas enzimas.
  • Ácido fólico – Sua deficiência provoca sintomas de cansaço.
  • Coenzima Q-10 – Age contra a fadiga.
  • Dimetilglicina – Melhora a performance de atletas e combate a fadiga.
  • Glutamina – Melhora o transporte de amônia e aumenta os níveis cerebrais de ácido glutâmico, neurotransmissor excitatório essencial ao bom funcionamento do sistema nervoso central.
  • Octacosanol – Derivado do gérmen de trigo, melhora a utilização do oxigênio e a performance física.
  • Arginina – Aminoácido semi-essencial, participa da estrutura protéica do corpo, estimula a produção de hormônio do crescimento, aumentando a massa muscular e o metabolismo das gorduras.
  • Taurina – Aminoácido essencial em recém-nascidos e semi-essencial em adultos, indicado no combate da ansiedade, estresse, insônia e depressão.
  • Tirosina – No estresse, encontra-se geralmente em níveis baixos, apresenta efeito antioxidante.
Dietoterapia
Durante o estresse, é imprescindível que se mantenham os níveis de potássio de que o organismo necessita. Portanto, recomenda-se consumir alimentos ricos nesse mineral e evitar alimentos com elevado teor de sódio.
Alimentos ricos em potássio e pobres em sódio: abricó seco, acelga, abacate, ameixa seca, amêndoa, amendoim, aspargo, banana, batata-inglesa, batata-doce, beterraba, cenoura (crua), damasco, espinafre cozido, fava branca, feijão cozido, frutas frescas, iogurte desnatado, laranja, leite de vaca, maçã, melado, melão, milho, morango, pêssego, semente de abóbora, soja, tomate, frango (carne branca), peixes, arenque, bacalhau, cavalinha, linguado, merluza, salmão e atum (sólido seco).

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on pinterest
Share on linkedin
Share on telegram
Share on email

DEIXE SEU COMENTÁRIO

VEJA TAMBÉM