Estudo revela a idade em que atingimos o auge da tristeza e frustração

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Pesquisa mostra curva da felicidade e a fase mais triste da vida.

As fases da vida são acompanhadas de momentos felizes e outros nem tanto, o que pode nos deixar tristes.

A tristeza é uma das emoções humanas mais profundas e complexas.

É uma resposta natural a eventos dolorosos e desafiadores que enfrentamos em nossas vidas.

Causas da tristeza

Ela pode ser desencadeada por uma série de eventos e situações diferentes, como:

  • Perda de um ente querido, seja por morte, separação ou distanciamento;
  • Rejeição ou término de relacionamento romântico ou de amizade;
  • Frustração e desapontamento por metas não alcançadas, sonhos não realizados e expectativas não atendidas;
  • Mudanças significativas, como de cidade, emprego, escola ou estado civil;
  • Estresse, sobrecarga emocional e/ou excesso de responsabilidades;
  • Solidão e isolamento social;
  • Problemas de saúde e/ou financeiros;
  • Traumas passados não resolvidos;
  • Desilusões e desesperança com a vida ou futuro;
  • Questões existenciais, como perguntas sobre o propósito da vida, o sentido da existência e a mortalidade.

Quando nos sentimos tristes, pode parecer que uma sombra escura envolve nosso coração, tornando difícil encontrar alegria e motivação para seguir em frente.

A tristeza pode se manifestar de várias maneiras, desde um sentimento leve de melancolia até um profundo desespero.

Isso afeta tanto o aspecto emocional quanto o físico.

No entanto, é essencial lembrar que a tristeza é uma emoção válida e importante. 

Ela nos permite processar nossos sentimentos, refletir sobre nossas experiências e, eventualmente, curar.

Também pode nos lembrar da importância das conexões humanas e dos momentos felizes que tivemos. 

Em última instância, pode nos ajudar a crescer e a aprender com os desafios da vida.

Muitas vezes, tentamos evitar a tristeza ou suprimir nossos sentimentos dolorosos, mas é crucial permitir-nos vivenciar e expressar essa emoção de maneira saudável. 

Isso pode incluir conversar com amigos ou familiares de confiança, buscar o apoio de um profissional, como um psicólogo ou terapeuta ou praticar arte.

Embora a tristeza faça parte da experiência humana, é fundamental lembrar que não precisamos enfrentá-la sozinhos.

Com o apoio adequado e a passagem do tempo, podemos aprender a lidar com nossas emoções e encontrar maneiras de seguir em frente.

Lidar com a tristeza também nos permite desenvolver empatia e compreensão em relação aos outros.

Há uma idade para tristeza?

Muitas vezes nos sentimos tão mal que acabamos nos perguntando se algum dia haverá um momento ainda mais difícil.

Pois bem, um pesquisador da Universidade de Dartmouth descobriu que existe um ponto mais baixo de felicidade.

Ou seja, a idade em que atingimos o auge da tristeza e frustração.

A pesquisa, cujo objetivo de medir a relação entre a faixa etária e o bem-estar das pessoas, foi realizada em mais de 100 nações, incluindo o Brasil.

O estudo indica que a felicidade ao longo da vida segue um padrão em forma de “U”.

A infância é o auge da satisfação, seguida por uma descida até atingir o ponto mais baixo, na casa dos 40 anos.

A idade média de maior infelicidade é de 47,2 anos em países desenvolvidos e 48,2 anos em países em desenvolvimento.

Os momentos mais felizes, de acordo com o estudo, geralmente acontecem após os 50 anos. 

É nessa fase que as pessoas sentem mais gratidão pelo que têm e valorizam as pequenas coisas da vida.

Essa curva da felicidade pode ser comparada a uma montanha-russa de emoções ao longo da vida.

Mas para o especialista há um lado positivo nessa hipótese.

Após a fase de descontentamento, há uma extensa subida na curva de felicidade, mostrando que os níveis de satisfação não ficam estagnados.

Além disso, a “crise da meia-idade” que deixa as pessoas infelizes pode ter diferentes motivos.

No entanto, acredita-se que nesse momento elas sintam saudade da juventude e tenham consciência de que a velhice está se aproximando.

Encontrando a felicidade

Encontrar a felicidade é uma busca inerente à experiência humana.

Todos desejamos ser felizes e desfrutar de uma vida plena e satisfatória.

No entanto, a felicidade não é um destino final ou um ponto fixo no tempo; é uma jornada que requer auto descoberta e aceitação.

Para muitos, a felicidade é frequentemente associada a conquistas externas, como sucesso profissional, relacionamentos sólidos ou aquisições materiais.

Porém, a verdadeira felicidade vai além dessas circunstâncias efêmeras e está enraizada em aspectos internos.

É uma conexão profunda consigo mesmo e com os outros, bem como um senso de propósito e significado na vida.

Encontrar a felicidade requer cultivar a gratidão, aprendendo a apreciar as pequenas coisas e reconhecendo as bênçãos que temos em nossa vida.

Além disso, envolve o desenvolvimento de resiliência para enfrentar os desafios inevitáveis da vida com uma mentalidade positiva.

A felicidade também está intimamente ligada ao equilíbrio entre trabalho, lazer e tempo para si mesmo.

Priorizar a saúde física e mental, assim como cultivar relacionamentos significativos, desempenha um papel crucial na busca pela felicidade duradoura.

Além disso, a prática da empatia e da compaixão não apenas com os outros, mas também consigo mesmo, é fundamental.

Aceitar as imperfeições e reconhecer que todos passam por altos e baixos é essencial para desenvolver uma mentalidade positiva e saudável.

Encontrar a felicidade não significa eliminar completamente os momentos difíceis, mas sim aprender a lidar com eles de forma construtiva e transformadora.

Aprender com os desafios e crescer a partir deles nos torna mais resilientes e capazes de apreciar verdadeiramente os momentos de alegria.

Em última análise, a felicidade é uma escolha pessoal, requer autoconhecimento, autocompaixão e a disposição de abraçar a vida em todas as suas nuances.

Aproveite cada passo do caminho e valorize o presente, pois é nele que a verdadeira felicidade pode ser encontrada.

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