Elize Matsunaga é acusada de usar documento falso em São Paulo

Foto: Wilson Araújo/ TV Vanguarda

Condenada por matar marido em 2012, Elize Matsunaga é investigada por adulterar atestado de antecedentes criminais para trabalhar.

Elize Matsunaga, condenada por matar e esquartejar o marido em 2012, está sendo investigada por usar um documento falso para conseguir emprego em um condomínio em Sorocaba, no interior de São Paulo. 

Segundo a Polícia Civil, o atestado de antecedentes criminais apresentado por Elize tinha três adulterações, incluindo mudanças no QR Code, na assinatura digital alfanumérica e no nome da pessoa a qual o documento pertencia.

De acordo com o delegado Acácio Leite, Elize pegou o atestado de um colega de trabalho, sobrepôs o nome dele em cima do seu e fez algumas alterações para tentar burlar a fiscalização e o controle de acesso do condomínio. No entanto, a perícia confirmou que o documento apresentado por ela era falso.

O atestado de antecedentes criminais é um documento fornecido pelo Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) e tem como objetivo informar a existência ou a inexistência de registro de antecedentes criminais. 

Ele não apresenta a ficha pessoal do cidadão, somente disponibiliza uma resposta negativa ou positiva quanto a possíveis pendências jurídico-criminais atuais, e tem validade de 90 dias.

Elize, que está em liberdade condicional desde maio do ano passado, foi detida em Sorocaba nesta segunda-feira (27) e agora responde também pelo crime de uso de documento falso. 

A defesa nega a adulteração do documento e alega que foi a empresa onde Elize trabalhava que falsificou o atestado de antecedentes.

O caso repercutiu nacionalmente devido à notoriedade de Elize Matsunaga, que ficou conhecida por ter assassinado e esquartejado o marido, um executivo da Yoki, em 2012.