Compartilhar no facebook
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no linkedin

Doenças do trabalho: campo eletromagnético é o grande responsável

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Um estudo da Fundação de Pesquisas de Doenças do Coração, dos EUA, revela que o verdadeiro motivo da lesão por esforço repetitivo (LER), ou distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (Dort), não são os movimentos repetitivos e a postura inadequada. Na verdade, os grandes causadores de tais distúrbios são os campos eletromagnéticos – presentes no computador, no telefone e em outros objetos usados no trabalho.

Como exemplo, ele cita o caso das datilógrafas, hoje substituídas nas empresas pelas digitadoras. Apesar de elas empreenderem mais força nos teclados, não apresentavam LER, mesmo trabalhando com postura e equipamentos – mesas e cadeiras – inadequados.

“A quantidade de trabalho era a mesma, o que mudou foi o aparecimento do campo eletromagnético”, explica Gábor Tomas Fonai, 44, cardiologista e terapeuta intensivo, que atualmente aplica nos seus pacientes os conceitos de Omura e da medicina oriental.

Os dois médicos não descartam prevenções como a ergonomia e a postura correta no trabalho. “Mas isso só faz com que a doença, talvez, demore mais a se manifestar. Se tirar o campo eletromagnético, dá para digitar até deitado que não vai ter nada”, diz Fonai.

Os principais sintomas da LER são dor, inchaço, irritabilidade e perda de movimento nas articulações. Trabalhadores de bancos, de indústrias (principalmente em linhas de produção), da área de informática e de supermercados são os mais atingidos pela doença.

Nos pacientes com LER, Yoshia ki Omura, médico da Universidade de Columbia, descobriu bactérias ou vírus no local da dor. E verificou que os campos eletromagnéticos alteram a membrana celular e facilitam a penetração da infecção, que, quando presente no corpo, dificulta o acesso de remédios.

Com isso, explica o médico, a inflamação torna-se persistente, crônica. Para detectar a presença dessas substâncias no organismo, assim como a de metais que também impedem a ação dos medicamentos, ele criou um teste específico.

Omura diz que alumínio, chumbo, cobre e mercúrio funcionam como “escudos” de bactérias e vírus. Para eliminá-los ou adormecê-los, ele recomenda aos pacientes medicação à base de coentro, além de tratamento de acupuntura e “shiatsu”, técnicas orientais.

“Os campos eletromagnéticos interferem na circulação e na resistência do organismo, especialmente onde há maior contato. No caso do computador, os braços, o rosto, as mãos e a parte peitoral são as regiões mais afetadas.”

Para quem tem contato diário com computador, ele faz mais duas recomendações: que o disco rígido fique afastado e que seja usada uma proteção (ainda não existente) para minimizar a ação do eletromagnetismo.

Marie Claire Eshkenazy, 58, secretária, começou a sentir muita dor nas mãos, nos dedos e no pulso. Pensou que estava com inflamação na veia. Foi a vários médicos, e todos queriam operá-la.

Como já era paciente de Fonai, mostrou o problema a ele, que o classificou como LER. Desconfiada, foi a um ortopedista, que confirmou o diagnóstico. Há cerca de seis meses, iniciou o tratamento, e não precisou se afastar do trabalho.

Fonte de consulta:http://www2.uol.com.br/JC/_1998/2203/br2203e.htm