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Doenças do trabalho: campo eletromagnético é o grande responsável

Um estudo da Fundação de Pesquisas de Doenças do Coração, dos EUA, revela que o verdadeiro motivo da lesão por esforço repetitivo (LER), ou distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (Dort), não são os movimentos repetitivos e a postura inadequada. Na verdade, os grandes causadores de tais distúrbios são os campos eletromagnéticos – presentes no computador, no telefone e em outros objetos usados no trabalho.

Como exemplo, ele cita o caso das datilógrafas, hoje substituídas nas empresas pelas digitadoras. Apesar de elas empreenderem mais força nos teclados, não apresentavam LER, mesmo trabalhando com postura e equipamentos – mesas e cadeiras – inadequados.

“A quantidade de trabalho era a mesma, o que mudou foi o aparecimento do campo eletromagnético”, explica Gábor Tomas Fonai, 44, cardiologista e terapeuta intensivo, que atualmente aplica nos seus pacientes os conceitos de Omura e da medicina oriental.

Os dois médicos não descartam prevenções como a ergonomia e a postura correta no trabalho. “Mas isso só faz com que a doença, talvez, demore mais a se manifestar. Se tirar o campo eletromagnético, dá para digitar até deitado que não vai ter nada”, diz Fonai.

Os principais sintomas da LER são dor, inchaço, irritabilidade e perda de movimento nas articulações. Trabalhadores de bancos, de indústrias (principalmente em linhas de produção), da área de informática e de supermercados são os mais atingidos pela doença.

Nos pacientes com LER, Yoshia ki Omura, médico da Universidade de Columbia, descobriu bactérias ou vírus no local da dor. E verificou que os campos eletromagnéticos alteram a membrana celular e facilitam a penetração da infecção, que, quando presente no corpo, dificulta o acesso de remédios.

Com isso, explica o médico, a inflamação torna-se persistente, crônica. Para detectar a presença dessas substâncias no organismo, assim como a de metais que também impedem a ação dos medicamentos, ele criou um teste específico.

Omura diz que alumínio, chumbo, cobre e mercúrio funcionam como “escudos” de bactérias e vírus. Para eliminá-los ou adormecê-los, ele recomenda aos pacientes medicação à base de coentro, além de tratamento de acupuntura e “shiatsu”, técnicas orientais.

“Os campos eletromagnéticos interferem na circulação e na resistência do organismo, especialmente onde há maior contato. No caso do computador, os braços, o rosto, as mãos e a parte peitoral são as regiões mais afetadas.”

Para quem tem contato diário com computador, ele faz mais duas recomendações: que o disco rígido fique afastado e que seja usada uma proteção (ainda não existente) para minimizar a ação do eletromagnetismo.

Marie Claire Eshkenazy, 58, secretária, começou a sentir muita dor nas mãos, nos dedos e no pulso. Pensou que estava com inflamação na veia. Foi a vários médicos, e todos queriam operá-la.

Como já era paciente de Fonai, mostrou o problema a ele, que o classificou como LER. Desconfiada, foi a um ortopedista, que confirmou o diagnóstico. Há cerca de seis meses, iniciou o tratamento, e não precisou se afastar do trabalho.

Fonte de consulta:http://www2.uol.com.br/JC/_1998/2203/br2203e.htm

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