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A cura plantada no quintal de casa

Fabiano Ormaneze
Um jardim nem sempre é feito de flores e plantas ornamentais. Ainda mais se o local tiver um propósito, como é o caso do que foi inaugurado nesta semana pela professora Maria Helena Castro Nunes de Moraes, de Vinhedo. Ela montou um jardim de 49 metros quadrados no quintal de casa, onde estão sendo cultivadas 30 espécies de ervas medicinais. A criação do espaço tem uma razão especial: gratidão.
Entre 2007 e o início de 2008, Maria Helena sofreu com um mieloma múltiplo, um caso de câncer de medula e, segundo ela, as plantas medicinais tiveram uma importância fundamental no processo de cura.

A idéia agora, com o jardim pronto, é distribuir alecrim, sálvia, melissa e tantas outras ervas a quem precisar, seja para o tradicional chá numa noite de inverno, seja para quem busca a cura de alguma enfermidade ou o equilíbrio com a natureza.

Dores e insônia

A história do jardim de ervas de Maria Helena começa com fortes dores de cabeça e nas costas há cerca de dois anos. Naquele período, a professora fazia parte de um grupo de oração numa igreja católica. Começou a rotina de quimio e radioterapia, mas noites de insônia e dores intermináveis a perseguiam. “Até que um dia uma pessoa do grupo de oração me sugeriu usar algumas plantas, para me acalmar e aliviar as dores. Aquele ato simples mudaria minha vida e minha relação com a natureza. Antes, nunca tinha prestado muita atenção à importância das plantas em nossa vida.”




Em novembro do ano passado, Maria Helena observou que, no quintal, que extrapola os mil metros quadrados, havia muito espaço ocioso. Estava se recuperando da doença, enquanto percebia que o terreno poderia ser muito melhor aproveitado.


Com a ajuda do herborista Máximo Ghirello, Maria Helena descobriu que aquele espaço, antes ocupado apenas por pedras decorativas, poderia ter uma função nobre. Depois de cinco meses de trabalho e de gastar cerca de R$ 8 mil, o jardim foi inaugurado na última terça-feira, numa festa que reuniu a maioria das pessoas que tiveram importância no tratamento.


Técnica Montado a partir da técnica chinesa do feng shui, que utiliza os pontos cardeais para traçar os caminhos das energias em favor das pessoas, o jardim foi construído no formato de um heptágono, ou, como preferem os chineses, uma estrela de sete pontas.


Cada uma das extremidades corresponde a um ponto cardeal, simbolizado por uma cor, que por sua vez tem correspondente nas ervas que representam os órgãos do corpo humano. Tudo isso embasado na milenar medicina chinesa. Assim, por exemplo, ao norte, foram plantadas mudas de cavalinha, erva responsável pelos rins e pela vitalidade. Ao leste, fica o alecrim, uma espécie de curinga, mas que ajuda no funcionamento dos pulmões e do baço. O fígado e a vesícula, por sua vez, ficam no sudeste, com plantas como boldo e carqueja. O envolvimento recente com as ervas fez a professora recordar-se da infância. Quando era uma garota de 5 anos, cavalgava e sofreu uma queda. A dor no joelho foi curada com a imposição de ervas trazidas por rezadeiras da cidade de Pereira Barreto, no interior de São Paulo, onde nasceu e passou a infância. “Amanheci no dia seguinte sem nenhuma dor. Hoje, entendo muito mais tudo isso que aconteceu comigo.”




*Texto retirado de:
http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=226616
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