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Conhecendo a urinoterapia

A urinoterapia é uma técnica que existe há muito tempo, com escritos datados de 5.000 anos antes de Cristo. Há muito tempo se sabe que a urina é um medicamento muito valioso. Serve para curar quase todas as enfermidades sem provocar danos ao organismo. Os hindus a usavam para curar tumores (câncer) ou artrite. Os árabes curavam doenças da cabeça e da boca. Os japoneses curavam gonorréia e sífilis. Os nicaraguenses curam conjuntivite, inflamação do ouvido e parasitas.

Nosso corpo é uma fábrica farmacêutica natural. Produz o que é necessário, como analgésicos, antibióticos, materiais imunológicos e vários hormônios sofisticados para curar e prevenir doenças. Se nos tornarmos dependentes dos fármacos, nosso organismo não os produz, os metabolismos não funcionam e se atrofiam. A solução é quebrar esta cadeia de dependência e aumentar a resistência do sistema imunológico, pois com uma boa resistência imunológica não há mais enfermidade. A urina é um excelente passaporte para isso.

O que é a urina?

Diariamente, passam pelos rins 180 litros de sangue. Destes, 99% retornam para o organismo filtrados e 1% sai como urina. Os ingredientes, cor e cheiro são muito semelhantes ao do soro do sangue. As pessoas sadias não possuem bacilos ou micróbios no sangue nem na urina. Quando alguém tem uma infecção renal ou outro tipo, é possível que tenha, mas em tão pequena quantidade que não afeta em nada um tratamento feito pela urina. Antes, essa pequena quantidade funciona como uma autovacina.

Consideremos o caso do feto, que cresce entro de uma bolsa do útero. Ele cresce tomando diariamente um quantidade de líquido amniótico, que é semelhante à urina em seu conteúdo.    

História da urinoterapia

O costume de usar a urina como tratamento existe no mundo há muito tempo. Entre os budistas da Ásia, sempre houve a prática da urinoterapia. No Japão, um mestre do budismo chamado Ippen criou uma seita com mais de um milhão de crentes. Seu sucesso estava nos fundamentos da seita, baseada na urinoterapia. Os monges tibetanos têm a tradição e o costume de tomar a própria urina e vivem até 150 anos de idade.
    
No Golfo Pérsico os odontólogos árabes usavam urina para tratar cáries e problemas das gengivas como antibiótico e analgésico. Na América Central o uso da urina é comum. Em El Salvador o costume é muito difundido nas zonas rurais. Na Nicarágua os curandeiros recomendavam a seus pacientes o uso da urina para o combate de diversas enfermidades.

 Curiosidades sobre a urina

Os rins têm várias funções indispensáveis para manter a vida através da produção da urina. Por ela são evacuados materiais tóxicos, mantém-se o equilíbrio ácido-base e o metabolismo eletrolítico. O sangue é filtrado pela cadeia de pequenos orifícios no interior do rim. Há uma membrana que filtra umas 7.000 moléculas de ureia e ácido úrico e deixam passar em torno de 50.000 moléculas de proteínas ou glóbulos.
    
A quantidade de filtração é de 120 ml por minuto ou 180 litros por dia. O líquido filtrado passa por tubos urinários e é reabsorvido ou secretado. 99% são reabsorvidos e circulam como sangue e 1% sai como urina (aproximadamente 1,5 litro). Desta forma, conclui-se que a urina é um produto do sangue.

Materiais reabsorvidos: água, sódio, d-glicose, aminoácidos, ou seja, a maioria dos componentes do sangue.

Materiais não absorvidos: ureia, ácido úrico, creatinina, sais minerais inorgânicos e produtos tóxicos.
       
Estudos científicos sobre a urina

A partir da década de 70 foram desenvolvidas algumas pesquisas. Descobriu-se que o ácido úrico da urina tem um papel muito importante para produzir e reativa o ADN das células. Uma segunda função do ácido úrico é o rejuvenescimento dos órgãos. Em 1971, na Universidade de Medicina de Kioto (Japão), foram descobertos materiais anticorpos como interoikin, renina e prostaglandina, que combatem infecções e tumores malignos.

A Universidade de Harvard descobriu na urina o SPU hormônio, que se produz durante o sono e funciona como antibiótico, analgésico, melhora a circulação sanguínea e promove a secreção de outros hormônios. Pelas funções destes hormônios se proliferam e fortalecem os materiais imunológicos, como T-limp-glóbulo, imunoglobulina e glóbulos brancos.
    
Aplicação da urina

Para se prevenir contra doenças se toma a quantidade de 100 ml por dia. Para o tratamento de uma doença já instalada se toma, no mínimo, 200 ml por dia. Para casos mais graves se pode tomar maiores quantidades, pois a urina não tem contraindicação ou limite de quantidade. Há casos em que é necessário tomar toda a urina que o corpo produz.

A urina pode ser tomada em qualquer hora do dia, mas a melhor é a primeira que sai de manhã. Nesta urina se encontra um material especial chamado SPU-hormônio. É um material hipnótico produzido durante o sono que age como antibiótico, analgésico, ativante da circulação e estimula a secreção de outros hormônios.

A princípio se começa com pequenas doses, que depois poderão ser aumentadas gradativamente. O sabor da urina é mais suave quando se tem uma alimentação mais natural, vegetariana e com menos carne.

Há outras formas de aplicação da urina. O Hospital de Guerson de S. Diego (USA) receita um jejum durante algumas semanas só de urina e verduras.

Depois do jejum, começa a receitar uma dieta à base de legumes e verduras. Assim são tratados cancerosos e doentes de aids. No Japão, em casos de câncer do intestino grosso ou do útero, além de se tomar urina, aplica-se no órgão doente urina com uma seringa. Nos casos de doenças da pele com úlceras, feridas, vitiligo, manchas escuras, varizes, alergias e outras, aplica-se a urina sobre a região afetada. No nariz, olhos e boca (inflamação, cáries, dores…) trata-se com bochechos ou enxaguando-os. Em caso de infecção vaginal, lava-se com a própria urina.

Não se recomenda injetar a urina, pois é importante que ela passe pelo canais apropriados através dos quais será processada de acordo com as necessidades do organismo. É importante lembrar que a urina tomada não deixa gosto ou cheiro. Ao contrário, ela cura mau hálito. Após a ingestão da urina, toma-se um pouco de água e pronto. Desaparece todo e qualquer sabor. No uso externo da urina, é necessário lavar a região tratada depois de um determinado tempo. Somente neste caso costuma aparecer cheiro se assim não se proceder.

 As reações recuperativas

 Quando se toma urina, às vezes se tem a sensação de que piora o estado de saúde. Nesse caso, não há por que se preocupar, pois é uma reação sadia, positiva e necessária. Os sintomas que aparecem são aumento das dores, diarreia, furúnculos, alergias, comichão, aftas, febres, secreção dos olhos, mamas ou vagina, sensações estranhas no estômago e intestino, sono profundo, cansaço, etc. São sinais importantes de que está ocorrendo a cura. São reações passageiras e que variam de acordo com a gravidade da doença e a quantidade de urina ingerida.

Medidas para suavizar as reações recuperativas fortes: começar ingerindo pequena quantidade de urina (um copo pequeno) para depois, aos poucos, ir aumentando; em caso de dores, massagear o local com a própria urina; nas alergias, furúnculos e outras reações na pela, aplicar urina com um algodão; nos olhos, nariz e ouvidos, colocar urina com conta-gotas; na garganta, útero, ânus, vagina e intestinos, aplicar urina com uma seringa; suavizar as reações com o uso de plantas medicinais adequadas e checadas, bem como fazer exercícios – caminhar, correr, brincar, nadar, dançar…

Quatro princípios para que o tratamento tenha efeitos rápidos e tranquilos: acreditar firmemente que sua urina cura; ter paciência de tomar a urina até alcançar a cura; ter coragem de tomá-la na primeira vez; agradecer a Deus, porque a urina é um presente dEle.

Indicações da urinoterapia: age contra infecções (age como antibiótico) e tumores (câncer e sarcomas); dissolve materiais estranhos, como cálculos renais e biliares; equilibra os hormônios; equilibra a hipo/hiperfunção dos nervos; melhora a circulação sanguínea; fortalece a resistência do sistema imunológico; ajuda na produção de anticorpos.

Doenças tratadas pela urinoterapia: enfermidade sexual – gonorréia; enfermidades do tecido conjuntivo – artrite reumatoide, esclerodermia, lupus erythemadoides sistemático; tumores malignos – sarcomas do fígado, tireoide, esôfago, cólon, pâncreas, colo do útero, ovário, mamas, próstata, leucemia, linfoma maligno (vasos linfáticos); tumores benignos – ovário, cólon, estômago, esôfago e útero; enfermidades infecciosas – herpes, malária, aftas, hepatites, cirroses, gripes, catarro, etc.; enfermidades cérebro-cardiovasculares – derrame, tumor cerebral, tumor artéreo cerebral, enfarte, angina, arritmia e hiper/hipotensão; enfermidades respiratórias – asma, bronquite, pneumonia, tuberculose, tosse crônica, faringite, amidalite; enfermidades digestivas – esofagite, gastrite, úlcera gastroduodenal, colite, diarreia, pólipo digestivo, cálculo de vesícula, hemorroidas; enfermidades geniturinárias – calculos dos rins, bexiga, nefrose, infecção renal, vaginite e pólipo de vagina; enfermidades ginecológicas – problemas de menstruação, pólipo de útero, ovário, mastite, fibroma mamário, uteromioma, endometrite; enfermidades ortopédicas – lombalgia, artrite, ciático e neurite; enfermidades dermatológicas – dermatite nervosa, alergia, abcesso, hongo, comichões, furúnculos; enfermidades sensoriais – catarata, retinite, hemorragia retinal, zumbido, otite, dor de ouvido, sinusite e conjuntivite; outras enfermidades – gota, diabete, hemofilia, depressão, insônia, neurose, enxaqueca, impotência, contaminação radioativa, epilepsia, histeria e desnutrição.

Observações

Em caso de pressão alta se recomenda o uso de urina, pois ela contém potássio, que ajuda a baixar a pressão.
    
No período da gravidez, o uso de urina não prejudica o feto e a mãe. A urina ajuda a gravidez permanecer em bom estado.
      
A urina é excelente para crianças, pois previne infecções e parasitas.
     
A urina não deixa cheiro na boca. Por sinal, ela cura o mau hálito e outros males provenientes da boca e do estômago. Para eliminar algum sabor da boca, basta fazer um bochecho e beber um gole de água. Somente no uso externo pode aparecer algum cheiro, por isso após o tempo de uso é necessário lavar com água a região tratada.
      
É normal que a urina mude sua coloração de um dia para o outro. A coloração depende de vários fatores, como tipo de alimentação, horas de sono, cansaço ou emoções. Pode se continuar tomando sem problemas.

Há casos de algumas doenças que não se possui conhecimento oficial de cura, mas se sabe nestes casos que pelo menos o sofrimento dos pacientes foi amenizado. Houve aumento de resistência do sistema imunológico.


Texto de padre Senito Durigon (adaptado)

Fonte: Xistonet

Mais informações sobre a urinoterapia em:
http://www.sunnet.com.br/audio/saude/uma-conversa-sobre-urinoterapia.mp3

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