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Cientistas anunciam que novo tratamento eliminou vírus HIV em paciente. Será a cura da aids?

Depois de mais de 35 anos do dia em que a aids foi descrita pela primeira vez pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) norte-americano, em 1982, ela ainda assusta e surpreende pacientes e especialistas.

Desta vez, felizmente, a surpresa é positiva e pode revolucionar pesquisas em relação ao  vírus HIV e ao tratamento contra a aids.

É que um grupo internacional de pesquisadores anunciou o segundo caso, em quase quatro décadas, de uma pessoa que livrou-se do HIV depois de passar por um transplante de células-tronco.

O estudo foi publicado na revista científica Nature.

Mesmo que isso não represente, por enquanto, a cura da aids, “traz esperança para novas estratégias de tratamento que, juntas, poderão eliminar o HIV”, afirma o líder da pesquisa, Ravindra Gupta, da Universidade College Londres e da Universidade de Cambridge.

Hoje, milhões de pessoas infectadas com o HIV em todo o mundo mantêm a doença sob controle fazendo uso da terapia antirretroviral (ARV), mas o tratamento não elimina o vírus dos pacientes.

"Neste momento, a única maneira de tratar o HIV é com drogas que retardam a ação do vírus, que as pessoas devem tomar durante toda a vida", disse Gupta.

E o pior, 15 milhões dos 37 milhões de infectados não têm acesso à terapia antirretroviral.

E mais: quase um milhão de pessoas morrem todos os anos por causas relacionadas ao HIV, além da crescente preocupação com uma nova forma de vírus resistente aos medicamentos.

No estudo realizado, o Paciente de Londres, como ficou conhecido o indivíduo "curado", repete o êxito do Paciente de Berlim.

Em 2007, o norte-americano Timothy Brown, HIV-positivo, foi submetido a um transplante de medula óssea, onde são formadas as células do sistema imunológico, entre outras, para tratar uma leucemia.

Depois de passar pela radiação que destruiu a própria medula — procedimento-padrão nessa cirurgia —, ele recebeu a de um doador imune ao vírus.

No caso mais atual, do Paciente de Londres, diagnosticado com HIV em 2003, entrou no regime antirretroviral, com a combinação de três medicamentos, em 2012."
 
Depois de um ano, ele descobriu um linfoma Hodgkin grau 4, o mais avançado.

A quimioterapia de primeira linha não surtiu o efeito desejado, e os médicos resolveram tentar o transplante de medula óssea.

Apesar de nenhum doador 100% compatível ter sido identificado, havia um no cadastro mundial que chegava próximo e era portador da variante do CCR5 (que não produz o receptor mais usado pelo vírus para promover a infecção).

Cientistas anunciam que novo tratamento eliminou vírus HIV em paciente. Será a cura da aids? - Cura pela Natureza

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“Mas o tratamento que fizemos foi diferente do Paciente de Berlim, porque não envolveu radioterapia”, esclarece o coautor do estudo, Ian Gabriel, pesquisador do Imperial College Londres.

Depois do transplante, o Paciente de Londres teve um início de rejeição, mas foi controlada.

Ele continuou a fazer uso dos antirretrovirais por mais 16 meses.

E, acreditem!, os exames feitos após esse período mostraram que as células imunológicas do homem continuam sem o receptor CCR5 e, portanto, livres do HIV.

O vírus está em remissão há 18 meses.

Ravindra Gupta explica: “Ao alcançar a remissão em um segundo paciente usando uma abordagem semelhante, mostramos que o Paciente de Berlim não era uma anomalia, e que foi realmente as abordagens de tratamento que eliminaram o HIV nessas duas pessoas”.

Segundo os autores do estudo, o transplante de medula óssea não pode ser considerado um tratamento para todos os pacientes de HIV — exceto aqueles que necessitem do procedimento por terem desenvolvido doenças como leucemia e linfoma.

Essa é uma cirurgia arriscada e que depende de doadores compatíveis.

Mas a boa notícia é que o sucesso conquistado pelo Paciente de Londres indica um caminho promissor para novas estratégias terapêuticas: evitar que o gene CCR5 se expresse no organismo.

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

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