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Cardo-leiteiro para as doenças hepáticas crônicas

O fígado é o órgão de maior tamanho e complexidade metabólica do organismo. Possui uma enorme capacidade de regeneração, em resposta a diferentes agressões como tóxinas, álcool, medicamentos e muitos outros.

Independentemente de qual tenha sido a origem da doença que apresenta o fígado, a meta para o tratamento é tratar de diminuir o dano à célula hepática e potencializar os processos de reparação do órgão.

Em 1968, cientistas alemães isolaram o silymarin marianum, extrato da erva cardo-leiteiro/cardo-mariano (milk thistle/mary thistle/wild artichoke), e ela é agora uma das ervas indicadas com maior frequência pelos médicos europeus para o tratamento da doença hepática.

Diferentes estudos demonstraram a atividade terapêutica da silimarina, basada  nos seguintes mecanismos de acção:

A silimarina é uma mistura de potentes antioxidantes.

Muda a estrutura da membrana externa ou parede celular da célula hepática (hepatócito), evitando que as toxinas ou outros poluentes entrem na célula.

Estimula a síntese de proteínas na célula hepática e a regeneração de células hepáticas danificadas, mas não estimula o crescimento de tecido hepático maligno.

Inibe a enzima lipoxigenase, que cataliza a reação para a formação de gorduras oxidadas poli-insaturadas, que danificam o fígado.

Como antioxidante, é dez vezes mais potente que a vitamina E e aumenta os niveis de glutathion na célula hepática. O glutathion é um antioxidante natural intracelular, muito importante para evitar mutuações do DNA e RNA.

Aumenta a enzima superóxido dismutase. Esta enzima em conjunto com a enzima glutathion peroxidase é fundamental na detoxificação e regeneração da célula hepática.

A comissão alemã (organismo que regula a prescrição de tratamentos com plantas medicinais) recomenda o cardo-leiteiro para o tratamento do dano hepático por toxicidade, como suporte nas doenças inflamatórias crônicas do fígado e cirrose. A erva contém cromo, importante para a regulação dos níveis de açúcar no sangue, e outros minerais importantes para outras funções do organismo, como ferro, magnésio, manganês, fósforo, selênio, zinco e estanho.

Num estudo a grande escala realizado em Alemanha em 1992 com 2.637 pacientes tratados com cardo-leiteiro em condições como cirrose hepática, hepatite e fígado gordurento, depois de oito semanas tomando o extrato estandarizado da erva, 63% dos pacientes haviam diminuído os seus síntomas de forma significativa; em 27% dos pacientes os fígado voltou ao tamanho normal; e em 56% dos pacientes o fígado diminuiu de tamanho de uma forma considerável. Em 46% dos pacientes a medição no sangue das enzimas hepáticas, que nestes casos ficam muito elevadas, diminuiu.

Pode-se tomar cardo-leiteiro por longos períodos de tempo sem perigo de toxidade.

Se você tem doença hepática, siga as seguintes recomendações:

Faça uma dieta à base de vegetais e frutas e, sobretudo, baixa em proteínas e gorduras.

Evite o álcool e o tabaco. Não consuma suplementos de aminoácidos ou proteínas.

Tenha muito cuidado com qualquer tratamento, seja médico ou natural, que esteja tomando, porque a maioria dos medicamentos tem seu metabolismo no fígado e não é conveniente dar-lhe uma maior carga (se não é estritamente necessário ou recomendado pelo médico).

Evite estar exposto a tóxicos de origem industrial (vapores de autos, gasolina, solventes, etc.).

Tome pelo menos de seis a oito copos de água ao dia.

Os banhos sauna ou de vapor são recomendáveis (a não ser que o seu médico os contraindique). A sudoração ajuda na limpeza de toxinas do corpo.

Tome chá da erva dente-de-leão (dandelion), diurético natural que ajuda o fígado.
  
Autora: Dra. Silvia Jimenez, M.D.
Fonte: Alfa 1 (texto adaptado)

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