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Beber 1 garrafa de vinho por semana tem o mesmo risco de câncer que fumar 10 cigarros por dia

Considerada uma das principais doenças dos tempos modernos, o câncer está sempre no centro das preocupações.

Seja de profissionais da saúde ou não.

E não é para menos.  

A doença faz milhões de vítimas em todo o mundo e é preciso estar alerta aos fatores de risco.

Só no Brasil, são mais de 600 mil novos casos da doença por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Além de fatores genéticos e hereditários, alguns hábitos não saudáveis ​​aumentam a probabilidade de desenvolver o câncer, como o consumo de cigarro e álcool, por exemplo.

De acordo com um estudo  recente publicado pela revista científica  BMC Public Health,  beber uma garrafa de vinho por semana gera os mesmos riscos de câncer que fumar dez cigarros por dia para mulheres e cinco cigarros para homens, aumentando a probabilidade de câncer de mama, fígado e esôfago.

Quem diria…

Liderado por um grupo de pesquisadores da Universidade de Bangor e Southampton, no Reino Unido, este  estudo investigou  os efeitos de beber uma garrafa de vinho por semana em 2.000 indivíduos de ambos os sexos, todos não fumantes.

Usando dados coletados por meio do Cancer Research UK (instituição beneficente de pesquisa e conscientização sobre o câncer no Reino Unido)  e dados relacionados às mortes por câncer na Inglaterra, eles descobriram que dez dos seus indivíduos do sexo masculino e 14 mulheres seriam altamente suscetíveis ao desenvolvimento da doença durante a vida.

Para o sexo feminino, os riscos estariam associados ao câncer de mama, enquanto que para os homens seria câncer do esôfago e câncer do fígado.

Segundo os cientistas, os resultados obtidos para as mulheres constituem um risco absoluto de 1,4% para o desenvolvimento de câncer a longo prazo em comparação com 1% para os homens.

Portanto, o consumo de uma garrafa de vinho por semana aumentaria o risco dessa doença em homens e mulheres, respectivamente, da mesma forma que cinco e dez cigarros por dia.

Mas, para o dr. Minouk Shoemaker, do Instituto de Pesquisa sobre o Câncer, em Londres, é necessário qualificar esses resultados.

Segundo o cientista, muitos fatores devem ser levados em conta, incluindo a predisposição genética dos indivíduos, a duração do tabagismo ou os efeitos sobre as pessoas que se livraram do vício.

Por isso, deve-se lembrar que os resultados observados dependem em grande parte de suposições e premissas feitas pelos pesquisadores.

E atenção: o diretor do Centro de Estudos sobre Tabaco e Álcool do Reino Unido, John Britton, explica que a ligação entre esses dois elementos é dificilmente perceptível.

De fato, seu impacto na saúde não se limita ao câncer, mas para Britton o tabagismo  continua sendo o principal culpado.

Segundo ele, é difícil fazer uma escolha entre os dois com base nos riscos declarados pelos pesquisadores.

E ele acrescenta:

“A opção mais saudável seria evitar os dois fatores principais de risco, o álcool e o tabaco”.

Fonte: BMC Public Health  

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