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Atriz americana faz dieta anticâncer

Depois de ser diagnosticada com hemangioendotelioma epitelóide, um tipo de câncer vascular muito raro, que atacou seu fígado e pulmões, a atriz americana Kris Carr optou por terapias alternativas para sobreviver à doença. Hoje o seu quadro é estável e ela garante ter muito mais energia do que antigamente

O médico recomendou que a atriz levasse a vida normalmente e se concentrasse em fortalecer seu sistema imunológico. E ela levou isso a sério. Passou de praticante leiga do vegetarianismo a especialista sobre o poder dos alimentos e escreveu um livro contando sua experiência. Hoje ela garante que sua imunidade está muito mais forte que na época do diagnóstico. Veja a seguir um resumo do que ela fala no livro.

AS DICAS DE KRIS

1. Estreite seus laços com a natureza e a horta.

2. Malhe o corpinho (quem pratica exercícios consegue se curar oito vezes mais rápido do que quem tem uma rotina sedentária).


3. Escolha os alimentos alcalinos corretos – prefira os que contêm oxigênio e enzimas.
4. Beba água.
5. Faça uma lavagem de cólon a cada 12 meses (somente um cólon limpo e saudável é capaz de absorver os nutrientes dos alimentos e eliminar resíduos e toxinas).
6. Controle o estresse e abuse do prazer.
7. Durma. Durma. Durma.
Alimentos crus
Kris é adepta da raw food (cozinha crua) porque, aos 50ºC, as enzimas (e vitaminas) dos alimentos são desnaturadas, ou seja, não servirão mais como tal – e o organismo precisará reconstruí-las, gastando uma energia danada para isso.

Os alimentos cozidos representam uma enorme pressão ao organismo: assim como o açúcar refinado, carboidratos, conservantes e produtos químicos, eles aumentam o número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue, como se o corpo estivesse sendo atacado por um organismo estranho. “Eu quero que meu organismo se concentre em abater células cancerígenas, e não salgadinhos industrializados e balas cheias de corante!”

Dieta alcalina

A dieta americana padrão, rica em carnes, pães, laticínios, alimentos cozidos e processados, cafeína e álcool, produz acidez no organismo, que pode causar uma série de problemas à saúde. Kris explica: o sangue tem pH próximo a 7 (neutro). O pH baixo, ácido, sufoca o organismo, tirando sua reserva de oxigênio. Uma alimentação alcalina, por outro lado, inunda o corpo de oxigênio, mantendo-o saudável e cheio de disposição. Segundo Kris, quem come carne tem mais probabilidade de ter câncer – o que é reconhecido pelo Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
Preparar e comer
1. Prepare suas refeições como num ritual de amor próprio.
2. Tente não ingerir líquidos durante as refeições – eles diluem o suco gástrico.
3. Não misture proteína com amido na mesma refeição. Essa combinação leva mais tempo para ser digerida no estômago. Além disso, não misture frutas com outros alimentos, principalmente melão.
4. Dê preferência aos grãos integrais e lembre-se: tudo o que é branco é processado.
5. Há raladores especiais para que vegetais, como abóbora e abobrinha, fiquem no formato de macarrão. O bom é que eles podem ser comidos crus.

Faxina na despensa

1. Tudo o que é branco e processado: rua!
2. Leia os rótulos. Caso haja algum ingrediente cujo nome você é incapaz de pronunciar, seu corpo será incapaz de digeri-lo.
3. Se a data de validade for superior à expectativa de vida de um ser humano, com certeza se trata de um produto que vai diminuir a sua data de validade.
4. Diga adeus aos óleos hidrogenados, às gorduras animais cozidas, aos corantes artificiais, flavorizantes, lixos light e refrigerantes.
5. Enquanto estiver na luta contra o câncer, evite qualquer tipo de açúcar refinado e reduza o consumo de frutas. Muitos médicos alternativos acreditam que o açúcar não apenas debilita o sistema imunológico, como também alimenta as células cancerígenas, porque aumenta a glicemia, aumentando o nível de insulina – hormônio que ajuda na divisão celular, seja de células cancerígenas ou normais. Ou seja, quanto mais açúcar, mais insulina e, portanto, mais chance das células cancerosas se multiplicarem.
Lista de compras
Grãos e massas – milhete, quinua, trigo-sarraceno, macarrão do tipo soba, grãos ou macarrão kamut.
Nozes e sementes cruas – as assadas são rançosas. Amêndoas, nozes pecan ou comuns, macadâmia, avelãs, pinhão, sementes de abóbora, girassol e linhaça, gergelim, manteiga crua de amêndoas, tahini (pasta feita de gergelim).
Algas – nori, dulse, arame, hijiki.
Vegetais – todos! Eles duram mais se conservados em saquinhos.
Frutas – as com baixo teor de açúcar, como o mirtilo, são melhores que as com muito açúcar, como banana. Coma com moderação.
Pães – os germinados são melhores, pois facilitam a digestão e têm mais nutrientes. Tortilhas são ótimas para fazer wraps. Para comer cereais, misture leite de amêndoas, arroz ou aveia.
Adoçante – estévia é uma erva poderosa que não contém açúcar, vendida em sachês. Você também pode usar agave, mas é bem doce.
Óleos para temperar salada – óleo de linhaça e azeite de oliva prensado a frio. Azeites embalados em vidro escuro costumam ser de melhor qualidade.
Temperos – misture ervas frescas e orgânicas.
Lanches e comidas rápidas – bolinhos de espelta (ou trigo rústico) ou de açúcar mascavo, húmus, azeitonas, produtos à base de soja, pipoca de panela e barrinhas de cereal orgânicas.
Acessórios – espremedor, processador, secador de salada, liquidificador e uma faca bem afiada! Rótulos – não se esqueça de ler os rótulos! Fique atento a ingredientes ácidos, como levedura, ácido cítrico, vinagre, amendoim e xarope de milho.

Resumo

Coma apenas produtos de origem vegetal e orgânicos (que não têm agrotóxicos – “se eles são capazes de matar um inseto, imaginem o que fazem nas suas entranhas”).

Ingira alimentos integrais e verdes ricos em clorofila.

Beba montes de água fresca e filtrada.

Coma alimentos de origem vegetal com ácidos graxos ômega-3, como a linhaça.

Consuma uma quantidade moderada, porém adequada, de calorias e pouco açúcar (oriundo de fontes integrais).

Pelo menos 80% da sua alimentação deve ser composta de comida crua.

Faça exercícios diariamente.

Tome um suplemento de enzimas e nutrientes vindos de superalimentos, como espirulina e clorela.

Além de tudo isso, tome vitamina B12, o único nutriente que não pode ser encontrado em uma dieta vegetariana radical.

Fonte de pesquisa:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,ERT14049-15254-14049-3934,00.html

Clique aqui para ler uma entrevista com Kris sobre o assunto:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI14043-15254,00-O+CANCER+TE+ENSINA+A+VIVER.html

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