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Alzheimer: novo tratamento que estimula cérebro com ímãs ajuda a melhorar memória

Encontrar a cura ou até mesmo alguma medida que retarde ou alivie os sintomas do Alzheimer é o que todos querem: desde a classe médica e científica até familiares que sofrem ao ver seus entes queridos sendo vítimas da doença.
 
O problema é que, até hoje, tentativas de retardar, tratar ou curar essa doença com cirurgia e drogas revelaram-se ineficazes.

E pior: as mais eficazes são frequentemente as mais arriscadas.

Saber que agora há uma nova esperança de tratamento, eficiente e menos invasivo, é maravilhoso.

E quem deu a boa notícia foi a Universidade Northwestern, em Chicago.

Pesquisadores de lá sugerem que o alzheimer  pode ser tratado por meio de dispositivos magnéticos colocados no cérebro para aumentar a memória.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade da pessoa.

Os primeiros sintomas são a perda da memória mais recente.

A vítima pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição.

A nova técnica, portanto, criada pela Universidade de Chicago, utiliza um campo magnético para estimular o hipocampo – matéria cinzenta que controla a memória.

O autor sênior do estudo, doutor Joel Voss, professor de neurologia na Northwestern, disse: “Ser capaz de manipular a rede de memória dessa maneira muito específica certamente é promissor para conseguirmos intervir em desordens da memória, que ocorrem por uma variedade de razões. O fato de podermos usar estimulação não invasiva para aumentar a excitabilidade nessa rede cerebral significa que estamos fazendo com que a rede (de memória) faça mais do que faz naturalmente para ter sucesso na formação da memória”.

A estimulação magnética transcraniana dirige um campo magnético em uma área específica do crânio para induzir correntes elétricas fracas no cérebro.

Ela é usada para testar circuitos cerebrais em pacientes com acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, doença dos neurônios motores e outras condições.

Ela também foi demonstrada capaz de aliviar algumas formas de depressão.

No estudo publicado no Science Advances, os participantes foram submetidos a ressonância magnética para medir a atividade cerebral enquanto eles jogavam um jogo de memória.

Voss e seus colegas descobriram que o desempenho dos participantes melhorou depois que receberam a estimulação.

Isso porque o nível de excitabilidade deles aumentou bastante, o que acabou melhorando a memória.

Ele explicou: “Se você pensa na rede de memória do cérebro como geradora de uma unidade de atividade toda vez que tenta memorizar uma imagem, a estimulação cerebral fez com que agora o mesmo tipo de imagem gerasse duas unidades de atividade. Esse aumento na atividade significa estimulação da excitabilidade aumentada – e isso é importante porque a excitabilidade é um marcador para a boa formação da memória”.

Os 16 voluntários com idade entre 18 e 35 anos receberam estimulação magnética transcraniana – através da bobina magnética – vários dias consecutivos antes de jogar o jogo para avaliar qualquer melhoria na sua “memória contextual associativa”.

Cada sessão durou cerca de 20 minutos.

Eles também foram comparados a outro grupo pareado por sexo e idade, que não recebeu a terapia experimental.

Os membros do laboratório testaram a memória dos participantes pedindo-lhes que olhassem para várias imagens e tentassem associá-las ou recordar a sua localização.

O que a estimulação fez, segundo Voss, foi melhorar o desempenho deles para poder jogar esse jogo e melhorar a atividade de sua rede de memória.

Os efeitos “robustos” da estimulação foram consistentes em quase todos os participantes do estudo e duraram cerca de 24 horas.

Assim, acredita-se que a memória contextual associativa seja criada em uma rede específica de neurônios na parte de trás do hipocampo.

É uma coleção arbitrária de pequenos pedaços – uma camisa, um rosto, uma sala, por exemplo – e o cérebro se une para criar um elo coerente que pode ser lembrado mais tarde.

Segundo o autor do estudo, esse é o tipo de memória que o hipocampo e essa rede de regiões supostamente fazem – e é exatamente essa memória que é testada em seu experimento para determinar como a estimulação magnética transcraniana influenciou a capacidade dessa rede de fazer esse tipo de formação de memória.

O sucesso do dispositivo pode levar a tratamentos revolucionários para a perda da função mental em consequência do envelhecimento, acidentes vasculares cerebrais, lesões na cabeça e até mesmo o mal de Alzheimer.

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