Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Alzheimer: novo tratamento que estimula cérebro com ímãs ajuda a melhorar memória

Encontrar a cura ou até mesmo alguma medida que retarde ou alivie os sintomas do Alzheimer é o que todos querem: desde a classe médica e científica até familiares que sofrem ao ver seus entes queridos sendo vítimas da doença.
 
O problema é que, até hoje, tentativas de retardar, tratar ou curar essa doença com cirurgia e drogas revelaram-se ineficazes.

E pior: as mais eficazes são frequentemente as mais arriscadas.

Saber que agora há uma nova esperança de tratamento, eficiente e menos invasivo, é maravilhoso.

E quem deu a boa notícia foi a Universidade Northwestern, em Chicago.

Pesquisadores de lá sugerem que o alzheimer  pode ser tratado por meio de dispositivos magnéticos colocados no cérebro para aumentar a memória.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade da pessoa.

Os primeiros sintomas são a perda da memória mais recente.

A vítima pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição.

A nova técnica, portanto, criada pela Universidade de Chicago, utiliza um campo magnético para estimular o hipocampo – matéria cinzenta que controla a memória.

O autor sênior do estudo, doutor Joel Voss, professor de neurologia na Northwestern, disse: “Ser capaz de manipular a rede de memória dessa maneira muito específica certamente é promissor para conseguirmos intervir em desordens da memória, que ocorrem por uma variedade de razões. O fato de podermos usar estimulação não invasiva para aumentar a excitabilidade nessa rede cerebral significa que estamos fazendo com que a rede (de memória) faça mais do que faz naturalmente para ter sucesso na formação da memória”.

A estimulação magnética transcraniana dirige um campo magnético em uma área específica do crânio para induzir correntes elétricas fracas no cérebro.

Ela é usada para testar circuitos cerebrais em pacientes com acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, doença dos neurônios motores e outras condições.

Ela também foi demonstrada capaz de aliviar algumas formas de depressão.

No estudo publicado no Science Advances, os participantes foram submetidos a ressonância magnética para medir a atividade cerebral enquanto eles jogavam um jogo de memória.

Voss e seus colegas descobriram que o desempenho dos participantes melhorou depois que receberam a estimulação.

Isso porque o nível de excitabilidade deles aumentou bastante, o que acabou melhorando a memória.

CURA PELA NATUREZA – LEIA AQUI AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Ele explicou: “Se você pensa na rede de memória do cérebro como geradora de uma unidade de atividade toda vez que tenta memorizar uma imagem, a estimulação cerebral fez com que agora o mesmo tipo de imagem gerasse duas unidades de atividade. Esse aumento na atividade significa estimulação da excitabilidade aumentada – e isso é importante porque a excitabilidade é um marcador para a boa formação da memória”.

Os 16 voluntários com idade entre 18 e 35 anos receberam estimulação magnética transcraniana – através da bobina magnética – vários dias consecutivos antes de jogar o jogo para avaliar qualquer melhoria na sua “memória contextual associativa”.

Cada sessão durou cerca de 20 minutos.

Eles também foram comparados a outro grupo pareado por sexo e idade, que não recebeu a terapia experimental.

Os membros do laboratório testaram a memória dos participantes pedindo-lhes que olhassem para várias imagens e tentassem associá-las ou recordar a sua localização.

O que a estimulação fez, segundo Voss, foi melhorar o desempenho deles para poder jogar esse jogo e melhorar a atividade de sua rede de memória.

Os efeitos "robustos" da estimulação foram consistentes em quase todos os participantes do estudo e duraram cerca de 24 horas.

Assim, acredita-se que a memória contextual associativa seja criada em uma rede específica de neurônios na parte de trás do hipocampo.

É uma coleção arbitrária de pequenos pedaços – uma camisa, um rosto, uma sala, por exemplo – e o cérebro se une para criar um elo coerente que pode ser lembrado mais tarde.

Segundo o autor do estudo, esse é o tipo de memória que o hipocampo e essa rede de regiões supostamente fazem – e é exatamente essa memória que é testada em seu experimento para determinar como a estimulação magnética transcraniana influenciou a capacidade dessa rede de fazer esse tipo de formação de memória.

O sucesso do dispositivo pode levar a tratamentos revolucionários para a perda da função mental em consequência do envelhecimento, acidentes vasculares cerebrais, lesões na cabeça e até mesmo o mal de Alzheimer.

Este blog de notícias sobre tratamentos naturais não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico.

Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no twitter
Compartilhar no pinterest
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

DEIXE SEU COMENTÁRIO