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Algumas substâncias só aumentam o problema

Atualmente, o Brasil conta com cerca de 56 milhões de hipertensos essenciais. São pessoas que desenvolveram a hipertensão em decorrência do abuso do sal na dieta diária”, diz o médico Celerino Carricone, do Centro de Medicina Popular de Pernambuco. “Apenas cinco gramas diários seriam suficientes para o corpo”, diz ele, lembrando que o excesso de sal, ingerido principalmente nos alimentos industrializados, é um dos responsáveis pelo acúmulo de estresse na vida contemporânea.




Além do sal, frituras e outros alimentos ricos em gordura saturada, chá preto, café, refrigerantes de cola, bebidas alcoólicas e doces são consideradas bombas para a atividade neural. Em excesso, desencadeiam ainda mais estresse.


A médica Valéria Goulart explica o que ocorre com o excesso de ingestão de doces. “A quantidade de glicose sobe rápido no sangue, fazendo com que o pâncreas aumente a produção de insulina mais do que o normal. Desta maneira, a insulina em excesso retira mais açúcar do sangue do que deveria, ocasionando hipoglicemia, que diminui a tolerância do corpo aos fatores que ocasionam o estresse. Este processo é semelhante quando ingerimos cafeína em excesso, presente no café, em refrigerantes à base de cola e em chás pretos. A cafeína estimula a atenção e evita o cansaço, mas pode dar efeitos paliativos, excitando para logo em seguida dar fadiga”, diz a médica.


A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. “Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura”, diz a médica.


Em casos de estresse mais crônico, a simples ingestão de uma xícara de café forte pode desencadear uma crise de labirintite, com tontura e ânsia de desmaio. “Pode ocorrer também o zumbido no ouvido pelo excesso de cafeína no corpo. O ideal é não tomar mais do que três xícaras de café por dia. A mesma recomendação serve para refrigerantes, chá mate e preto”, diz ela. “A cafeína em excesso causa enfraquecimento do organismo através da perda de cálcio, zinco, magnésio, sódio, potássio, vitaminas A e C e do complexo B”, explica.


O álcool em excesso é outro vilão. “Ele impede a absorção das vitaminas do complexo B e seu excesso leva ao esgotamento físico e mental, agravando o estresse. “Estudos mostraram que pessoas submetidas ao estresse têm maior propensão ao alcoolismo. Principalmente algumas profissões como policiais, operadores de bolsas de valores, jornalistas, carteiros, garçons, que usam a bebida alcoólica para compensar o cansaço e o estresse. Mas isso não funciona”, diz ela.


Instalado, o próprio estresse pode ser fonte do principal problema causado pelo excesso de açúcar. “Com o estresse, a glândula supra-renal libera adrenalina, que manda mais açúcar para o sangue, o que esgota a capacidade de produção de insulina e pode culminar numa diabetes”, explica o médico Celerino Carricone. Estresse, como diz o ditado popular, só atrai mais estresse.


*Fonte: Jornal do Commercio, Recife, 9/3/2008.
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