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Agrotóxico: um veneno que mata, mas dá lucro

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Por que será que existe tanto boicote à agricultura orgânica, sobretudo nos países subdesenvolvidos? A resposta é simples: porque ela não dá lucro às grandes indústrias e porque a maioria das pessoas dessas nações carece de informação.

Os países do Terceiro Mundo são os principais mercados para a indústria de defensivos agrícolas. No Brasil, por exemplo, o mercado de agrotóxicos movimenta US$ 2,5 bilhões ao ano, com um volume de 250 mil toneladas de produtos utilizados. Existem no mundo 20 grandes indústrias do setor, das quais oito atuam no Brasil

Nos países desenvolvidos é diferente, porque as restrições ao uso de agrotóxicos são mais severas. Não é para menos: os habitantes são bem-informados e escolarizados.

Só para se ter uma idéia da grandeza do problema, no ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisou, em vários Estados brasileiros, nove vegetais, a fim de saber os níveis de agrotóxico, obtendo o seguinte resultado: alface (40%), tomate (44,44%), morango (44,44%), mamão (17,21%), cenoura (9,93%), banana (4,32%), laranja (6,04%), maçã (2,9%) e batata-inglesa (1,36%).

Ou seja, o tomate e a alface são os alimentos que mais apresentaram amostras irregulares em relação a resíduos de agrotóxicos.

As hortaliças continham resíduos de agrotóxicos com a função de INSETICIDAS, ACARICIDAS e FUNGICIDAS. Uma das substâncias encontradas, o metamidofós, é um organofosforado, produto químico extremamente tóxico e que não é indicado para o cultivo dessas duas hortaliças.

No meio ambiente os resíduos de agrotóxicos contaminam o solo e a água dos açudes e rios, além de animais. Nos seres humanos, pode afetar a saúde do aplicador do produto e do consumidor.

Existe comprovação de que alguns pesticidas provocam doenças auto-imunes, como lúpus, alergias, câncer e doenças neurológicas.

Diante de tantas evidências, por que será que não se investe pesadamente em agricultura orgânica? Simples: porque aos grandes laboratórios não interessa a saúde da população, o que importa é o LUCRO.

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