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Adoçantes: os melhores e os piores para a saúde

Existem dois tipos de adoçantes: os naturais e os artificiais ou sintéticos.

Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal. 

Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. 



Neste texto, você conhecerá os prós e os contras dos principais adoçantes e, a partir dessa informação, terá subsídios para, na hora de comprar, escolher o melhor para você e sua família.

ADOÇANTES NATURAIS

Frutose 

Extraída das frutas e mel. É mais doce do que a sacarose (açúcar refinado) 173 vezes. Apresenta 4 Kcal/g e provoca cáries. As pessoas diabéticas devem utilizá-la com moderação.

Sorbitol 

Encontrado na natureza em frutas e alga marinhas. Apresenta poder adoçante 50% menor do que a sacarose. Possui 4 kcal/g. As pessoas com diabetes não podem utilizá-lo. É estável ao calor. Em combinação com outros adoçantes (sorbitol, acessulfame-K, aspartame, ciclamato sacarina ou esteovídeo) é empregado na fabricação de biscoitos, chocolates, goma de mascar e refrigerantes.

Polióis ou açúcar alcoólico (maltitol, sorbitol, manitol, eritritol, xilitol)

São 60% tão doces quanto a sacarose (açúcar). São pouco absorvidos e não causam aumentos súbitos nas taxas de açúcar do sangue, por isso podem ser usados com moderação por diabéticos. Os açúcares alcoólicos são encontrados em muitos alimentos industrializados sem açúcar, como doces, biscoitos, gomas de mascar, refrigerantes, pastilhas para a garganta, pastas de dente e antissépticos bucais. Confira os rótulos dos produtos. Atenção, pois uma única ingestão de 10 a 30g ou uma ingestão diária de mais de 40 a 80g de algum desses açucares podem provocar efeito laxativo. Isso ocorre porque os altos níveis de açúcar alcoólico que não são absorvidos pelo intestino podem causar inchaço, gases e diarreia.

Esteviosídeo – estévia

O seu poder adoçante pode ser 300 vezes superior à sacarose. Não contém calorias. Extraído da planta Stevia rebaudiana, planta nativa da América do Sul. Uma vez que a estévia é uma planta ela contém outras propriedades que complementam o seu poder adoçante. Estudos apontam o seu poder em suprimir o crescimento bacteriano nos dentes, regular a pressão arterial, tem ação diurética e regular os níveis de açúcar no sangue. Não houve ainda efeitos colaterais associados, por isso deve sempre que possível ser o edulcorante de escolha. O seu sabor doce não é afetado pelo aquecimento então pode ser utilizada em chás e outras bebidas, além do preparo de sobremesas em substituição ao açúcar. Existem diferentes marcas de estevia no mercado, cada uma com um sabor diferente. Alguns produtos oferecem a estévia associada a outros adoçantes (como ciclamato e sacarina) enquanto outros oferecem a estévia pura.

ADOÇANTES ARTIFICIAIS OU SINTÉTICOS

Aspartame

É o pior deles e o que está mais relacionado a efeitos colaterais indesejáveis.

O aspartame é composto de ácido aspártico, fenilalanina, dois aminoácidos naturalmente encontrado nos alimentos. É de longe o edulcorante mais polêmico, e já se tem conhecimento de 92 efeitos colaterais associados ao consumo do aspartame, que podem iniciar gradualmente, podem ser imediatos, ou podem ocorrer a partir de uma reação aguda. Embora não se conheçam todos os efeitos que o aspartame pode provocar a longo prazo, algumas pessoas são sensíveis ao aspartame e tem reações. Dor de cabeça é o principal efeito adverso atribuido ao consume de aspartame. Também vem sendo associado a ataques de pânico, alterações de humor, episódios de mania e alucinações visuais. Apresenta poder adoçante 220 vezes maior do que a sacarose e não deixa sabor residual. Seu valor calórico é de 4 Kcal/g. Mas, graças ao seu alto poder adoçante, usam-se pequenas quantidades para se chegar à doçura desejada. Não é estável em altas temperaturas.

Sabidamente, devido aos efeitos estudados dos seus componentes, o aspartame pode provocar:

· Reações alérgicas alimentares

· Dores de cabeça, enxaquecas

· Náusea

· Diabetes (o aspartame em indivíduos diabéticos pode favorecer as complicaces como neuropatia, retinopatia, catarata e pode provocar mal controle glicêmico em quem faz tratamento)

· Espasmos musculares

· Depressão

· Ganho de peso

· Perda de audição

· Irritabilidade

· Taquicardia

· Convulsão e epilepsia

· Alterações endócrinas como aumento de cortisol e prolactina.

· Dores articulares

· Doenças autoimunes

· Degeneração cerebral – envelhecimento (perda de memória).

· Algumas desordens também podem ser disparadas ou pioradas com seu uso crônico como doenças degenerativas: (Parkinson, Alzheimer, retardo mental), fibromialgia, diabetes, tumores cerebrais, esclerose múltipla e lúpus.

Além disso, é totalmente contraindicado na gestação (recomendação para todos os adoçantes artificiais, pode ser utilizado à base de stévia ou sucralose). O aspartame é principalmente tóxico se pensarmos na sua exposição durante a gestação, pois o cérebro da criança em formação consegue captar cinco vezes mais esse adoçante do que o dos adultos, e isso pode causar lesões graves no sistema nervoso do ser em gestação.

Embora muito disponíveis em produtos industrializados, os adoçantes artificiais devem ser evitados. Isso não se refere à quantidade propriamente consumida estar ultrapassando os limites estabelecidos, pelo contrário, todos os adoçantes artificiais, como o aspartame, ciclamato e sacarina tem seus limites diários regulamentados pela Anvisa e dificilmente a gente atinge esses níveis através do consumo diário. Não se trata disso, estamos falando de substâncias sintéticas cujos efeitos não se conhecem ou, em muitos casos, já se conhece efeitos nocivos relacionados inclusive ao ganho de peso. Não significa que se eu não atingir a quantidade máxima regulamentada para um adoçante, que seu uso seja seguro para mim. Cada pessoa tem um nível de tolerância a uma determinada substância e pode sofrer as consequências dela mais precocemente. 

Não é à toa que desde 2008 a Anvisa publicou uma resolução para limitar a quantidade de ciclamato e sacarina nos produtos industrializados (praticamente caiu à metade a quantidade que pode ser adicionada aos produtos). Ambas as substâncias já foram banidas do Canadá e EUA desde a década de 70, mas o seu uso ainda era considerado isento de efeitos colaterais aqui no Brasil. Tudo partiu de estudos em animais (camundongos) mostrando maior risco de desenvolvimento de tumor de bexiga. As empresas agora têm três anos para se adequarem às novas regras. O ciclamato e sacarina também por conterem altos níveis de sódio são contraiindicados pela OMS para indivíduos hipertensos e com problemas renais. E as pesquisas apontam que os brasileiros são os maiores consumidores mundiais de adoçantes.

Ciclamato 

Seu poder adoçante é 50 vezes superior ao da sacarose. Entre as suas características estão a presença de sabor residual e a sua estabilidade em altas temperaturas. Não apresenta calorias.

Sacarina 

Apresenta poder adoçante 200 vezes superior ao da sacarose podendo deixar sabor residual. Possui alta estabilidade em temperaturas elevadas. Devido à sua estabilidade, a sacarina é utilizada em vários alimentos, na indústria de cosméticos e de medicamentos. Não apresenta calorias. Na década de 80 foi associada a um maior risco de câncer de bexiga, a partir de estudos com ratos e o seu uso foi limitado.

Atenção: Indivíduos com alergia a sulfa também devem evitar consumir alimentos contendo sacarina, pois a molécula de sacarina é um derivado da sulfa.

Acessulfame-K (acessulfame potássio) 

Feito do vinagre, não é digerido pelo organismo humano. É estável em altas temperaturas. Seu poder adoçante varia de 180 a 200 vezes superior ao da sacarose. Seu uso pode ser muito variado e é utilizado nas indústrias de panificação, confeitos, bebidas e produtos lácteos. Não apresenta calorias.

Sucralose 

Ela é 600 vezes mais doce do que a sacarose. É feita da sacarose, com a adição de moléculas de cloro. É altamente estável em temperaturas elevadas podendo ser usada em produtos esterelizados, UHT, pasteurizados e assados. Além disso, pode ser utilizada em gelatinas e pudim em pó, sucos, compotas de frutas e adoçantes de mesa. Não apresenta calorias. Não é digerida pelo organismo

Tagatose

É extraida do soro do leite. A tagatose é um novo adoçante artificil produzido através da lactose, o açúcar do leite. A lactose é quebrada em glicose e galactose, a partir daí há uma modificação na molécula de galactose e ela adquire uma nova conformação se transformando em D-tagatose. Ela é 92% tão doce quanto o açúcar, mas não oferece impacto na glicose ou nos níveis de insulina, visto que não é digerida, passando intacta pelo organismo sem ser absorvida. 

Alguns estudos apontam que ela inclusive consegue impedir a absorção de outros açúcares como a glicose, o que é interessante, sobretudo para indivíduos diabéticos. É o adoçante mais parecido com o açúcar em volume e sabor e pode ser misturada a outros adoçantes para melhorar a sua textura e sabor. O FDA (órgão governamental dos Estados Unidos responsável por fiscalizar as indústrias alimentícias e de medicamentos naquele país) já considera o produto seguro para uso humano, permitindo a sua adição em alimentos, bebidas, cosméticos, pasta de dentes, assim como em medicamentos. Não deve ser consumida em excesso, para evitar distúrbios gastrintestinais como diarreia, náuseas e excesso de produção de gases.

Então, qual é a recomendação quando falamos de adoçante?

A recomendação é procurar usar estévia (o adoçante mais natural e saudável), inclusive os diabéticos, ou alternar os adoçantes, para não haver o excesso de consumo de nenhum deles. 

O consumo de adoçantes artificiais, especialmente o de aspartame, o pior de todos, deve ser desencorajado, pois eles  possuem moléculas com efeito tóxico, podendo pelo acúmulo dessas moléculas ser a causa de graves doenças no futuro.

Fonte: Vya Estelar. Texto da nutricionista Patricia Davidson Haiat (adaptado)

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