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Acupuntura aplicada à oftalmologia*

Ruth Vita, doutora em oftalmologia e aluna do Curso de Formação em Acupuntura da Universidade Federal de São Paulo, é especialista em acupuntura aplicada à oftalmologia. Seu interesse pelas agulhas, depois de anos praticando a medicina convencional, veio por uma série de experiências positivas com a ioga e a meditação. Ela notou que pode haver outros caminhos para acabar com a dor, diminuir o estresse e curar diversas doenças.




Segundo Ruth, o olho é regido por uma energia que se ancora no Gan (fígado), do movimento madeira. Ele é responsável por produção hormonal, nervos, músculos e cápsulas dos ligamentos. O olho está mais relacionado à energia do Gan, mas todas as energias estão lá. O olho é o espelho da alma, é uma série de coisas na medicina chinesa. É tão complexo que é a última coisa que estudamos no curso.


O mecanismo de ação da acupuntura é estimular diversos pontos em nosso organismo. Um ponto é onde existem terminações nervosas livres do tipo A, Delta e C, capilares que vão constituir um nervo aferente que conduzirão estímulos para o SNC. A agulha é aplicada no ponto. Como ela é feita de dois metais diferentes, existe a geração de campo magnético criando um potencial elétrico. A agulha vai estimular esse determinado ponto, despolarizar o nervo, que vai levar o estímulo até o SNC, agindo principalmente no hipotálamo. O hipotálamo interage com o sistema límbico, o sistema das emoções. O hipotálamo atua no sistema nervoso simpático e parassimpático, no sistema endócrino e neuroquímico. Então vai produzir mais ou menos hormônios e os neurotransmissores, como dopamina e serotonina. Outra maneira de ação é no arco reflexo da medula. Essa ação vai restaurar e manter a saúde e fazer com que exista uma circulação da energia, que é restabelecida e leva à harmonia energética.


As energias de todos os órgãos vão caminhar para os olhos. O olho, assim como o sistema nervoso, vai receber o que eles chamam de os cinco zhangs fus – então na pálpebra chega uma energia, na pupila outra. Tudo tem de estar em harmonia, por isso, o tratamento das afecções oculares é basicamente mandar uma “água energética” para os olhos e tonificar a energia do fígado, tonificar o rim e estimular o triplo aquecedor, os aquecedores dentro do corpo.


Já existem vários pesquisadores tratando blefarospasmos, olhos secos e glaucoma com acupuntura. Vemos também o papel da acupuntura em analgesias em cirurgias oftalmológicas. Alguns trabalhos mostram que a dor foi controlada de forma significativa. Outros estudos para retina pigmentosa mostraram a melhora das bordas do campo visual, mas ainda existe muita controvérsia na literatura. Ainda precisamos de mais estudos.


Mas só a acupuntura não basta. Muitas vezes é preciso o acompanhamento de um psiquiatra e outras medidas para melhorar uma doença. Em oftalmologia não existem tantas doenças que se acredite ser de fundo emocional, como outras especialidades. Mas se observarmos de forma geral, por exemplo, quantas pessoas não têm dor nas costas e, ao se colocar um ponto, a pessoa já se sente melhor? Até que ponto tem o fator psíquico associado? Já está provado que existe alteração dos neurotransmissores, que ali, naquela agulha, o que estamos fazendo é causar uma liberação de uma endorfina, que pode ser suficiente para algumas pessoas e para outras não. Mas ninguém tem a intenção de chegar e falar “vamos tratar isso com a acupuntura”. O que queremos é usufruir de mais um recurso do arsenal terapêutico.



*Observação: Este texto tomou como base uma entrevista feita pelo Universo Visual à médica Ruth Vita. Para ler a matéria completa, acesse:
http://www.universovisual.com.br/publisher/preview.php?edicao=1106&id_mat=1365
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