Aumento no número de queimaduras por água-viva em Santa Catarina

Foto: Reprodução / Pixabay

Condições climáticas são apontadas como causa para o aumento no número de ocorrências.

O litoral de Santa Catarina registrou um aumento significativo no número de queimaduras por água-viva. 

Em apenas um mês e meio, as praias catarinenses registraram 16.675 ocorrências, quatro vezes mais do que o mesmo período da temporada de verão do ano passado, quando foram registradas 3.779, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros Militar.

Segundo o professor de biologia e oceanografia da Universidade Federal de Santa Catarina, Alberto Lindner, o aumento de ocorrências está relacionado às condições climáticas. 

As águas-vivas são animais de água quente, de alto mar, e são trazidos para a costa pelos ventos durante os meses de verão e primavera.

A região mais afetada este ano é o sul de Santa Catarina, onde a espécie de água-viva chamada Olindias sambaquiensis tem causado o maior número de acidentes. 

Essa espécie também foi associada a acidentes em 2010, em um ano de alta temperatura, o que indica que a temperatura da água do mar pode estar relacionada com a presença dessas águas-vivas.

As águas-vivas são divididas em dois grupos: caravelas e medusas. As caravelas têm coloração roxa e tentáculos que podem chegar a 10 metros de comprimento, enquanto as medusas são transparentes e têm formato de guarda-chuva. Ambas as espécies têm toxinas que causam dor e sensação de ardência na pele.

Para evitar queimaduras por água-viva, é importante ficar atento à bandeira lilás, que alerta sobre a presença desses animais no mar. Caso seja queimado pela toxina, é importante evitar passar água doce na região e procurar um posto de guarda-vidas para receber tratamento com vinagre, que ajuda a neutralizar o veneno.

O aumento no número de queimaduras por água-viva é uma preocupação para os banhistas e autoridades locais, que destacam a importância de tomar medidas de segurança ao frequentar as praias durante a temporada de verão.