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10 dicas para você educar seus filhos sem gritar com eles

Gritar com os filhos

Gritar com os filhos faz você se sentir mal – e os especialistas dizem que isso não funciona quando se trata de educar.

Você tem a sensação de que fala, fala, fala, mas seu filho não obedece?

Diante dessa situação, a primeira coisa que pode vir à cabeça é gritar.

O grito causa aquele impacto imediato, porque a criança, obviamente, vai se assustar, mas logo o efeito passa e você acaba percebendo que se desgastou e se expôs em vão.

Entendemos que não é nada fácil ter que separar briga de irmãos, corrigir a mesma coisa pela milésima vez e ainda ter que proporcionar boas lembranças aos pequenos.

Por isso, não temos pressa em culpar os pais que acabam gritando com os filhos – isso acontece até nas melhores famílias.

Para você ter ideia, um estudo publicado em 2003 pelo Journal of Marriage and Family descobriu que quase 100% dos pais gritam com seus filhos, pelo menos, até eles completarem 7 anos de idade.

Segundo a conselheira de comportamento Elana Sures, o grito tira a paz, não reduz comportamentos problemáticos e ainda prejudica as relações dentro de casa.

Ao que parece, essa reação está sendo uma substituta da velha palmada.

Uma vez que bater nos filhos, durante o processo de educação, não é mais aceito por boa parte da sociedade, os gritos se tornaram mais comuns.

Mas, convenhamos, quem é que se sente bem fazendo isso?

É horrível ver as crianças obedecendo por medo.

Pensando nisso, resolvemos compartilhar algumas dicas preciosas para os pais que já não sabem o que fazer.

1. Conheça seus gatilhos 

Quando gritamos, geralmente é por algum motivo específico.

Procure descobrir o que é que provoca essa reação em você.

Identificar os gatilhos é o primeiro passo para uma elaborar uma estratégia inteligente.

2. Alerte previamente

Antes de explodir, comunique que você está perdendo a paciência e não quer gritar.

No entanto, isso precisa realmente ser feito enquanto sua mente ainda está relaxada.

Afinal, não faz sentido algum dizer que não quer se estressar ou perder o controle, enquanto avisa sem qualquer equilíbrio.

O alerta às vezes é o suficiente para que a criança obedeça.

E, caso não seja, pelo menos ela se prepara psicologicamente para sua alteração de humor.

Já avisou, por exemplo, que é hora do seu filho desligar o celular e ir para cama?

3. Afaste-se por um tempo 

Precisa realmente gritar?

A especialista em desenvolvimento infantil, Judy Arnall, diz que nessas horas o melhor é se afastar do problema por alguns minutos.

Vá ao banheiro e grite, tranque-se no quarto, dê uma voltinha, mas não descarregue nos seus filhos.

 Essa é uma estratégia de autocontrole.

Com isso, seu corpo e sua mente se recompõem, e você se sentirá mais forte para lidar com a situação.  

4. Faça uma lista

É interessante juntar a família e criar uma lista de alternativas saudáveis para o momento de estresse.

Definitivamente, gritar uns com os outros não deve ser uma opção.

Na lista, que deve ser colocada na geladeira ou em algum lugar que todo mundo da casa veja, vocês podem colocar coisas como:

  • Dar uma volta na rua
  • Apertar a bolinha de antiestresse
  • Digitar um texto que jamais deve ser publicado nas redes sociais
  •  Contar até cem
  • Respirar fundo

Note que são atividades simples, mas que podem evitar muita confusão.

5. Ensine na hora certa

Crianças não são filhotes de cachorro que precisam ser ensinadas exatamente no momento em que cometem o erro, ou caso contrário esquecerão o que fizeram.

Portanto, se você perceber que está com vontade de gritar e que não vai conseguir se controlar, deixe para dar a lição depois que as coisas se acalmarem.

Isso vai fazer com que seu filho tenha tempo de refletir e absorver tudo.

É mais fácil aprender na tranquilidade do que na base de gritos.

Fale como o erro pode gerar consequências ruins e não deixe de expressar seus sentimentos.

6. Saiba que há comportamentos normais

Você não pode considerar que todas as desobediências e erros são falhas de caráter dos seus filhos.

Entenda que cada idade carrega uma série de dificuldades.

Isso não quer dizer que vamos deixar o adolescente fazer o que quer, mas também não podemos desconsiderar o fato de que é a fase do enfrentamento.

Não é normal, por exemplo, que um jovem chegue aos 14, 15 anos sem questionamentos, dúvidas, medos e crises.

Sendo assim, podemos esperar determinadas reações.

Se esperamos, não somos pegos de surpresa e podemos lidar com os problemas mais facilmente.

7. Seja proativo 

Se você sabe que é sempre uma luta para que seu filho se organize pela manhã e vá à escola, certifique-se de que ele deixará tudo pronto já na noite anterior: lanche, farda, estojo…

Isso evite estresse e ganha tempo.

8. Ajuste suas expectativas 

Precisamos ser realistas e não esperar muito das crianças num evento ou num passeio.

Por exemplo, você pode ter passado a vida toda sonhando em conhecer outro país, mas saiba que, se for realizar essa viagem com seu filho pequeno, há grandes chances dele se cansar e ficar irritado durante o passeio.

Isso simplesmente é normal e faz parte.

Neste caso, ou os pais procuram fazer passeios mais curtos ou ajustam as expectativas.

Caso contrário, só serão frustrados.

9. Reconheça quando o erro está em você

Você grita com seus filhos várias vezes por dia ou até diariamente.

Já se perguntou: “Será mesmo que o problema está neles?”

Às vezes, os adultos descontam problemas do trabalho, o estresse do trânsito, a crise amorosa e tantas outras coisas nas crianças.

Isso definitivamente não é nada justo.

10. Peça desculpas

Percebeu que errou com seu filho?

Sente-se ao lado dele, fale o que aconteceu e peça desculpas.

Isso fará com que ele cresça sabendo que errar é humano e se desculpar é um ato de nobreza.

É importante também que a criança saiba quando o erro dos pais não foi causado apenas por falta de habilidade deles, mas também por alguma atitude dela.

Assim, espera-se que o filho reflita, se arrependa e também peça desculpas.

Compartilhar os sentimentos fortalece as relações e solidifica a educação.

Judy Arnall – especialista em desenvolvimento infantil e autora de livros sobre educação e família, como “Discipline without Distress” (Disciplina sem Aflição) – diz que há momentos que não devemos abrir mão de um bom grito.

Entenda: há três tipos de pais que gritam:

Os que gritam o tempo todo naturalmente

  • Isso acaba acostumando as crianças e elas até aprendem a falar alto em qualquer lugar.

Os que gritam com raiva

  • Isso prejudica as crianças emocionalmente, porque assusta e causa medo por muito tempo.

Os que gritam em situações muito específicas

  • Se seu filho vai atravessar a rua sem prestar atenção ou coloca a mão na tomada, você não pode se controlar.

A situação exige reação e uma resposta imediata.

Portanto, gritar em situações de emergência é saudável.

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