A importância da relação entre ômega-3 e ômega-6 | Cura pela Natureza.com.br

A importância da relação entre ômega-3 e ômega-6

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Os ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 são ditos essenciais por não poderem ser fabricados pelo corpo humano – só chegam a nós por meio da alimentação – e precisam estar em equilíbrio em nosso organismo, pois estão em permanente competição pelo controle de nossa biologia.

Os ômega-6 facilitam a estocagem das células adiposas, a coagulação e as respostas inflamatórias às agressões exteriores, enquanto os ômega-3 atuam na constituição do sistema nervoso, tornam as células mais flexíveis, acalmam as reações de inflamação e limitam a fabricação de células adiposas. Ou seja, o equilíbrio da fisiologia depende do equilíbrio entre esses dois ácidos.

O problema é que nos últimos 50 anos essa relação mudou em nossa alimentação. Antes os animais que nos servem de alimento comiam pastagem, forragem, o que mantinha tal equilíbrio. Hoje, porém, em nome da produção em massa, a base da alimentação desses animais são o milho, o trigo e a soja, cereais pobres em ômega-3 e ricos em ômega-6. Como conseqüência, esse desequilíbrio em favor do ômega-6 aumenta a inflamação, a coagulação e o crescimento das células adiposas e cancerosas.

E por que isso ocorre? Porque a base da alimentação ocidental é gordura: carnes, leite e queijo pobres em ômega-3 e ricos em ômega-6. Como se não bastasse, os produtos industrializados (tortas, biscoitos, bolachas, salgadinhos, batata frita) são feitos com margarina vegetal à base de óleo de girassol (70 vezes mais ômega-6 que ômega-3), de soja (sete vezes mais ômega-6 que ômega-3) ou de canola (três vezes mais ômega-6 que ômega-3). Isso explica porque no Brasil há tantas crianças e adultos obesos e mal nutridos.

A solução é alimentar corretamente os animais que nos servem de alimento, adicionando-lhes à ração, por exemplo, linhaça; ou ingerir alimentos ricos em ômega-3. As fontes principais de ômega-3 são peixes de águas profundas e frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta) e óleo de peixe, além de sementes e óleo de linhaça.


Mais sobre ômega-3

O consumo regular de ômega-3 melhora a concentração, as habilidades motoras e a memória; aumenta a motivação e a velocidade de reação; neutraliza o estresse e previne doenças degenerativas cerebrais.

3 comentários:

Luciana disse...

Aquele oleo de linhaça em capsulas que vende na farmácia será que ajuda???
e ele é indicado no controle de colesterol também, ???
abços
Luciana

Sol Cavalcanti disse...

Oi, Luciana, tudo bem?
Eu uso óleo de linhaça prensado a frio, compro numa garrafinha de 150 ml, em lojas de produtos naturais. Antes de comprar em cápsulas você precisa ver se é puro (veja a composição, pois às vezes eles colocam outros óleos e excipientes meio suspeitos nas cápsulas - isso é sério: pesquisando castanha-da-índia descobri uma que leva como excipiente óleo parciamente hidrogenado). Por isso é melhor comprar o óleo puro. E desconfie dos muito baratos, abaixo de 8 reais, pois certamente são misturados. Guarde na geladeira para conservar melhor. Sobre a linhaça, a melhor é a dourada, um pouco mais cara, mas vale a pena. Eu uso as duas. Faço sopa e só coloco na hora de liquidificar, sem ferver.
Abraço.

WivZ disse...

óleo de girassol em cápsulas faz bem pra que exatamente?